30 de dezembro de 2016

Última Resenha do Ano - Um ano inesquecível

Cuidado, pode ter alguns Spoilers!!! Mas leia mesmo assim!


Livro: "Um ano inesquecível"
Autor: Paula Pimenta, Babi Dewet, Bruna Vieira e Thalita Rebouças
Editora: Gutemberg
ISBN: 9788582353110
Ano: 2015
Páginas: 400
Skoob: Livro
Estrelas: 3 - 1.5 para a Paula e 1.5 para a Babi

Sinopse: “Dizem por aí que os melhores momentos da vida são vividos na adolescência. Os primeiros amores, os encontros, as festas, as viagens, as surpresas… E são sempre os instantes inesperados que transformam um dia comum em uma lembrança especial, daquelas que nunca deixarão de nos acompanhar.
Este é um livro sobre esses momentos doces e sensíveis que não se apagam da memória tão facilmente. Quatro contos, em quatro estações do ano, sobre jovens que passam por vivências e sentimentos intensos. Paula Pimenta nos leva em uma viagem de inverno. Babi Dewet conta como um outono pode mudar tudo. Bruna Vieira mostra a paixão brotando com a primavera. E Thalita Rebouças narra um intenso amor de verão. Histórias de um ano inesquecível que vão ficar para sempre”.

***

"Eu acredito em você. Ás vezes a gente pensa que está gostande de alguém, e não passa de uma ideia fixa", Pag. 96.

Sobre as autoras
As responsáveis por essa antologia de contos sobre as quatro estações do ano são ninguém mais, ninguém menos que as “it girls” da literatura nacional. Sendo elas: Paula Pimenta – mineira autora de séries conhecidas nacionalmente, como por exemplo “Fazendo meu filme”, “Minha vida fora de série” e “Princesas Modernas” -, Babi Dewt – carioca responsável pela série “Sábado á noite” e do recentemente lançado “Sonata em Punk Rock” -, Bruna Vieira – it girl do momento, mineira e escritora da série “Depois dos quinze”, “Bruna Vieira em quadrinhos” e recentemente “Eu não sei nada sobre o amor” – e Thalita Rebouças – realmente, preciso apresentar? A carioca tem 16 anos de carreira literária e mais de 20 títulos publicados, sendo o mais recente “Confissões de Uma Garota Excluída, Mal - Amada e (Um Pouco) Dramática”, publicado pela editora Arqueiro.

"Take a sad song, and make it better", Pag. 148.

Sobre o livro
A premissa é simples. Quatro estações do ano, quatro garotas diferentes. Quatros histórias. Quatro romances diferentes. Temos um romance de inverno – que acontece no Chile -, temos um romance de outono, em plena avenida paulista, repleto de música e podcasts, temos um romance de primavera e toda aquela tensão de final de ano, provas e futuro e por fim, um romance de carnaval, regrado a paparazzi, brigas e fofocas.

"Se você não pode ser quem as pessoas querem que você seja, torne-se a pessoa que elas não conseguem ser", Pag. 213.

Sobre o que esperar
Olha, não esperava não gostar, do jeito que eu não gostei, desse livro. Eu realmente entrei nessa leitura com as expectativas lá em cima e a cada conto a coisa foi decaindo. Afinal, tirando a Paula Pimenta, que eu já conhecia mais ou menos como era a escrita dela, eu ainda não havia lido nada das outras três escritoras. E preciso dizer, foi difícil.
O primeiro conto é o da Paula. Uma semana de férias na neve para curtir um tempo em família, no CHILE, quem não iria gostar? Pois é, a Mabel não gostou. Preferia ficar essa uma semana no sitio da amiga, acampando com o cara que deu um pé na bunda dela. Sério, Mabel me irritou de um jeito, que eu tive vontade de realmente bater nela. Que garota chata, insuportável. Sempre chorando pelo Igor, um cara escroto, que traiu a namorada com ela e ainda assim ela acreditava que ele a amava e só estava ainda com a namorada por dó. Mabel, eu tenho dó de você. Mas um ponto positivo da escrita da Paula é que no final, independente do quão insuportável seja o caminho até o final, você fica apaixonado. E isso é verdade. Eu realmente amei o final do conto.
O da Babi Dewet foi o mais gostosinho de todos. Eu realmente gostei bastante da forma com que ela caminhou em sua história. Algumas partes clichês? Sim, são sim. Mas é bom. É interessante, te prende na história e isso é muito bom. O tema abordado também é bem legal. Gostei da Anna Julia, gostei do João Paulo e amei o cenário. Afinal, a Paulista é sempre um bom local para se iniciar um grande amor. Achei repetitiva essa coisa de falar sempre sobre musica – vide o tema dos outros livros dela -? Achei sim, mas ela fala desse tema com um amor, de uma forma tão concisa e certeira, que fica difícil não amar.
Dai chegamos ao da Bruna Vieira. É. Bom, eu tinha muitas expectativas. Muitas. Afinal, a mulher não faz sucesso a toa. Não tem milhões de seguidores a toa. Não tem todos os tipos de negócios a toa. Mas gente, eu não gostei. Não sei se foi o tema, o enredo, a forma como tudo foi feito. Jasmine tem dezessete anos, mas parece que tem quatorze, e age como se tivesse treze. E essa coisa de rixa de escola, de “você roubou o homem que eu amava na oitava série”... Ah gente. Isso sem falar no constante “Eu vou fazer o que eu quero ou vou seguir o plano dos meus pais?”. Difícil.

"Umas pessoas têm talento, outras têm um dom especial, algumas têm facilidade para aprender línguas. Eu tenho fome", Pag. 312.

Por último, Thalita Rebouças. Foi nesse conto que eu vi que estava no lugar errado. Que eu realmente entendi que estava lendo algo que no fundo não foi pensado e feito para mim. Não sei se todos os livros dela são assim, desse jeito, com esse tipo de enredo e escrita... Mas se forem, olha, não sei o que esta acontecendo. Ela escreve bem? OBVIAMENTE. É aquele tipo de escrita que a narradora participa ativamente, dando opiniões sobre o que está acontecendo, mas é tão, mas tão infantil. Não, infantil não, adolescente. Adolescente até demais. E foi quando eu entendi isso, que esse livro não tinha como público alvo a minha pessoa que eu desisti de tentar gostar. Eu apenas li até o fim e agradeci quando terminou. Sério.
Fico triste em terminar o meu ano, a minha meta de leitura, com um livro assim. Achei que esse seria um final perfeito para a minha meta de leitura do ano. Mas pelo visto, não deu muito certo não. Cada um dos contos conseguiu me tirar do sério de alguma forma. Seja a garota cega que não ouvia as amigas e não entendia que o cara era um cafajeste e não a amava – garota essa que tem 14 anos, gente, com 14 anos eu brincada de passa poste! -, ou seja a menina que levou um pé na bunda há um ano e ainda chora constantemente por causa de uma cara trouxa que tem chulé...
Se você gostar de temas assim, adolescentes até demais, então é tiro e queda, vai amar esse livro. Se não, apenas desista e passe para outro título. Claro, que essa é a minha opinião, não significa que você vai ler e odiar, você pode até amar, vai saber. Livro é questão de chance, dê uma chance e se surpreenda.

Triste porém feliz, livro 55 de 55 lido e resenhado com sucesso <3

29 de dezembro de 2016

Resenha - Perfeitos

Cuidado, pode ter alguns Spoilers!!! Mas leia mesmo assim!


Livro: "Perfeitos"
Autor: Scott Westerfeld
Editora: Galera Record
ISBN:  9788501083715
Ano: 2005
Páginas: 382
Skoob: Livro
Estrelas: 5

Sinopse: “Tally finalmente é perfeita. Agora seu rosto está lindo, as roupas são maravilhosas e ela é muito popular. Mas por trás de tanta diversão – festas que nunca terminam, luxo e tecnologia, e muita liberdade – há uma incômoda sensação de que algo importante está errado.
Então Tally recebe uma mensagem, vinda do seu passado, que a faz se lembrar qual é o problema na sua vida perfeita. Agora ela precisará esquecer o que sabe ou lutar para sobreviver – as autoridades não pretendem deixar que alguém espalhe esse tipo de informação”.

***

"- É assim que as coisas acontecem. Geralmente, sem pílulas misteriosas ou Especiais botando a porta abaixo. Fora isso, é sempre um risco... Dar um beijo em uma pessoa diferente".

Sobre o autor
Scott Westerfeld nasceu no dia 5 de Maio de 1963 e graças a sua série distópica “Feios” é um dos autores americanos de ficção científica mais conhecido do mundo. Ele nasceu no Texas, mas atualmente divide seu tempo entre Sydney na Austrália e Nova Iorque nos Estados Unidos.
Quando criança, Westerfeld se mudou para Califórnia e Connecticut por motivos relacionados ao trabalho do pai, que era programador de computadores. Scott se formou em 1985 na Vassar College e foi compositor no início de sua carreira. Nos anos 80 mudou-se para Nova Iorque, onde inspirou seu livro “Polymorph” e em 2001 casou-se com Justine Larbalestier, que também é escritora. Além da série “Feios”, Scott também é responsável por uma série em mangá, mostrando o lado de Shay na história, chamado “Shay’s history” e recentemente lançou mais um livro, chamado “Afterworlds”.

"- É melhor encarar, Tally-wa. Você é Especial".

Sobre o livro
Tudo em nome da ciência.  Tally Youngblood se entregou á Circunstancias Especiais para assim poder descobrir se a cura da mãe de David, a Dr. Maddy, realmente funciona. Mal sabia ela que depois de operada tudo realmente mudaria. Em um mês como perfeita sua única preocupação foi seguir a risca as recomendações das festas. Estar “borbulhante” era o que importava. Só assim ela conseguiria entrar para o grupo de perfeitos mais badalados de Nova Perfeição: os Crims. Perfeitos que, quando feios, faziam muitas “mal criações”.
Mas durante sua festa de admissão, que mudou o tema haras antes de acontece, transformando-se em uma festa a fantasia, Tally percebe uma fantasia que a deixa nervosa. Quem em santa consciência se fantasiaria de agente do Circunstancias Especiais? Mas alguém havia feito isso e a estava seguido. Ela podia sentir. Talvez fosse apenas suas memorias de feia entrando em ação, afinal, ela havia criado uma boa confusão com os Especiais – ela era famosa em Nova Perfeição antes mesmo de fazer a cirurgia por causa disso.
Mas ela percebe que tem razão quando vê que realmente está sendo seguida. Sem aguentar mais esse jogo de esconde-esconde, ela vai até a pessoa fantasiada e descobre que por tras da mascara há um... Feio. Mas não só um feio, um feio conhecido. Ela se lembra dele da época em que esteve na Fumaça. Croy, sim, seu nome era Croy. Mas o que ele estaria fazendo ali, numa festa em Nova Perfeição? E ainda por cima vestido de agente da Circunstancias Especiais?
Depois dessa visita a vida borbulhante de Tally vai mudar completamente e ela mal sabe disso quando decide perseguir Croy e descobrir o que ele havia trazido para ela. A única pista era: Valentino, 317.

Sobre o que esperar
Esse livro é tão... BORBULHANTE!
Sério, assim real, eu fiquei muito nervoso com isso. Essa coisa de borbulhante. Eu até pensei em contar quantas vezes essa palavra é dita durante a narrativa, mas não teve como. Todo paragrafo tinha um borbulhante incluso.
Mas ainda assim eu me surpreendi com o livro. De formas positivas e negativas. Achei que a imersão no mundo perfeito feita pelo autor foi muito bem feita. Principalmente quando Tally e Zane, seu novo mozão, começam a ver a realidade do mundo perfeito. As festas, os comentários, as conversas, é tudo tão robótico, programado, que quando os dois passam a fingir você consegue sentir a tensão em cada ação, a forma como qualquer deslize posse desmascarar a cura deles.
Acene, sorria e diga “Isso é tão borbulhante!”. Ser perfeito se resume, basicamente, a isso. E quando os dois mudam, tomam os comprimidos enviados pela doutora, é perceptível o “destoamento” – como se essa palavra existisse – das atitudes deles.
O estilo de vida, as “prioridades”, o constante e sem fim estado de alcoolismo, os costumes, os grupinhos... Meu deus, Scott Westerfeld realmente ahazou nesse quesito. Ele conseguiu ser bem original em relação ao mundo que criou.
Mas, eu preciso dizer, que o meio, da segunda para a terceira parte do livro, na minha opinião, a história ficou bem  difícil de acompanhar. A escrita ficou monótona, realmente chata e toda aquela coisa de “Reserva de Estudo” foi, digamos, peculiar. Não esperava isso no enredo, achei muito bem pensado, mas ao mesmo tempo acredito que ficou bem mal explicado. Além de estudar, o que mais era feito com as pessoas? De onde elas surgiram? São sobreviventes do antigo mundo enferrujado? Se não, de onde vieram?
Assim que essa parte termina, Jesus. Aja coração. Foram as 40 paginas mais rápidas da minha vida. E eu acho isso ótimo. Mesmo quando parece que a peteca esta caindo, o autor consegue ir lá, finalizar e começar o final com maestria, tirando o ar de quem está lendo.
Não sei o que acontece comigo, mas distopias prendem muito a minha atenção. Não só prendem como me influenciam muito. Tirando todo o enredo distópico e o mundo devastado por um vírus que entra em combustão quando se junta a qualquer coisa a base de petróleo, a história é bem convincente. Confesso que se fosse eu, se me oferecessem aquela realidade, sustentável, perfeita e tranquila, eu acho que eu iria. Afinal sempre quis um relógio de pedras preciosas borbulhante que marca as horas de trás para frente nos meus olhos!
Não, sério, algumas coisas, como a guerra, o desmatamento, a influência do ser humano na natureza, a violência, os sentimentos conflitantes – ou seja, nosso extinto animal -, são bem autoexplicativas. Não como não concordar. Mas a partir do momento que você tira a capacidade de decisão das pessoas a utopia se torna uma distopia, e nós sabemos que toda distopia não tem um final feliz para quem está lá em cima.
Não se deixem levar pelas criticas desse site kkk. A história é muito boa e vale a pena você perder umas horinhas lendo. Vale bastante a pena!
54/55

28 de dezembro de 2016

Resenha - Feios

Cuidado, pode ter alguns Spoilers!!! Mas leia mesmo assim!



Livro: Feios
Autor: Scott Westerfeld
Editora: Galera Record
ISBN: 9788551000267
Ano: 2005
Páginas: 415
Skoob: Livro
Estrelas: 5

Sinopse: “Tally está prestes a completar 16 anos, e ela mal pode esperar. Não por sua carteira de motorista – mas para se tornar bonita. No mundo de Tally, seu aniversário de 16 anos traz uma operação que torna você de uma horripilante pessoa feia para uma maravilhosa pessoa linda e te leva para um paraíso de alta tecnologia onde seu único trabalho é se divertir muito. Em apenas algumas semanas Tally estará lá.
Mas a nova amiga de Tally, Shay, não tem certeza se ela quer ser bonita. Ela prefere arriscar sua vida do lado de fora. Quando ela foge, Tally aprende sobre um lado totalmente novo do mundo dos bonitos – que não é tão bonito assim. As autoridades oferecem a Tally sua pior escolha: encontrar sua amiga e a entregar, ou nunca se transformar em uma pessoa bonita. A escolha de Tally faz sua vida mudar pra sempre”.

***

"[...] - Você me prometeu que não faria nenhuma besteira. Que estaria comigo em breve. Que seríamos perfeitos juntos".

Sobre o autor
Scott Westerfeld nasceu no dia 5 de Maio de 1963 e graças a sua série distópica “Feios” é um dos autores americanos de ficção científica mais conhecido do mundo. Ele nasceu no Texas, mas atualmente divide seu tempo entre Sydney na Austrália e Nova Iorque nos Estados Unidos.
Quando criança, Westerfeld se mudou para Califórnia e Connecticut por motivos relacionados ao trabalho do pai, que era programador de computadores. Scott se formou em 1985 na Vassar College e foi compositor no início de sua carreira. Nos anos 80 mudou-se para Nova Iorque, onde inspirou seu livro “Polymorph” e em 2001 casou-se com Justine Larbalestier, que também é escritora. Além da série “Feios”, Scott também é responsável por uma série em mangá, mostrando o lado de Shay na história, chamado “Shay’s history” e recentemente lançou mais um livro, chamado “Afterworlds”.

"Tally percebeu que aquilo resumia o espírito de sua cidade; Nada seguia seu próprio destino. Tudo era transformado para seduzir, alertar ou ensinar algo.

Sobre o livro
Em um mundo totalmente sustentável e futurista – em que os carros voam e você come uma pílula para escovar os dentes – ser feio é apenas algo passageiro. Quando você entra na adolescência – entre 11 e doze anos – é levado até a Vila Feia. Lá, junto com todos os outros feios da cidade, você fica até completar 16 anos. Quando chega a essa idade você ganha uma cirurgia plástica completa, para que desta forma você deixe de ser feio e passe a ser perfeito, indo assim morar na Nova Perfeição, um lugar onde a festa dura 24h e todos são felizes, completos e... Perfeitos.
Tally Youngblood tem quase 16 anos, e esses últimos meses a estão matando. Seu melhor amigo, Peris, havia feito a cirurgia há alguns meses e já estava lá, a esperando. Mas a demora e a espera estavam a matando.
Em uma de suas saídas noturnas, rumo a Nova Perfeição, Tally resolve tentar ver e falar com Peris, ver se ainda eram melhores amigos para sempre e pedir que ele a esperasse. Mas tudo dá meio errado, Tally tem que sair correndo – ou pulando, mas sem Spoilers – e no caminho de volta conhece Shay. Agora, com uma nova amiga, as coisas passam a ser mais suportáveis. A espera ainda a deixa nervosa, mas nada que algumas voltas de prancha não resolvam... Mal sabe Tally que graças a essa amizade seu  futuro como perfeita está correndo risco.

Sobre o que esperar
Eu entrei nesse livro fazendo algo que eu sempre achei errado: vendo resenhas no skoob para o livro. E para minha surpresa a grande maioria era negativa. O que me deixou confuso, já que o livro é um grande sucesso. Dai decidi ler, já com algumas coisas pré-prontas na minha mente. E me surpreendi muito, porque realmente as criticas, pelo menos para mim, não tinham razão.
Primeiro que nos deparamos com uma distopia muito bem pensada. Um mundo onde ser bonito é mais importante do que qualquer tipo de coisa. Um mundo novo, reconstruído depois do fiasco que foi a humanidade. O autor nos insere em uma realidade muito a frente. Uma realidade onde o homem devastou o mundo com sua burrice e ambição, e só o que resultou foram comunidades como a de Tally, onde ser perfeito é o objetivo de todos.
Logico, o começo é aquela loucura, só quem lê sabe o que eu estou falando. Essa coisa de entender o contexto e se situar. E a premissa então? Meu deus. Tally sai mundo a fora com uma missão: encontrar a Fumaça – uma comunidade que não acredita nos valeres que as cidades impõem sobre a beleza – e trazer de volta sua amiga, para só assim conseguir ser perfeita.
Confesso que passei o livro inteiro sonhando para que ela se tornasse uma perfeita. Não tem como, ela está tão determinada em ser isso que acaba contagiando os leitores também. A leitura é muito fluida, tem seus momentos de pico, onde você não consegue parar, e seus momentos de lentidão, quando as coisas demoram a passar ou acontecer – como quando Tally tenta chegar ate a Fumaça. Mas em geral o livro é espetacular.
Não entendi porque tanta gente odiou a história. “Ele só fala em ‘ser perfeito’, ‘aquilo é tão... Perfeito’. Não curti”. Gente, essa é premissa do livro. A alienação em ciam do que as pessoas acham ser bonito e feio – qualquer semelhança com hoje em dia é mera coincidência. São alienadas a ponto de achar que a adolescência é uma fase em que a pessoa fica feia e precisa se trancar com outros feios para esperar isso passar e fazer a cirurgia. Tudo o que eles sabem é controlado pelos que mandam em tudo e eles apenas se contentam, afinal, todo mundo do outro lado da ponte – em Nova Perfeição – parece tão feliz e completo... Porque não ser assim também.
Sem duvidas esse é um livro que eu não indico como também já escolhei como um dos meus preferidos. Não vão se arrepender. E esse final? Gente, que que é isso. Eu quase morri lendo!
53/55

27 de dezembro de 2016

Resenha - Círculo Secreto: O Poder

Cuidado, pode ter alguns Spoilers!!! Mas leia mesmo assim!

Livro: "Circulo Secreto: O Poder"
Autor: L. J. Smith
Editora: Galera Record
ISBN: 9788501096289
Ano: 2013
Páginas: 240
Skoob: Livro
Estrelas: 5

Sinopse: “Black John está mais perto do que nunca. Depois de ter sua energia libertada do crânio de cristal e de retornar do mundo dos mortos, tudo que mais deseja é reunir o coven de bruxos e bruxas que há muitas décadas lhe foi prometido. Para isso, tomou a forma humana e prepara-se para lutar e vencer.
Seja matando as pessoas ou subjugando os mais fracos graças ao seu poder psíquico. Para impedi-lo, o círculo precisa encontrar uma fonte de poder tão grandiosa quanto a de seu inimigo. Talvez a própria Cassie seja a solução”.

***

"- Não há nada de assustador nas trevas, se você as enfrentar".

Sobre a autora
Lisa Jane Smith, mais conhecida pela abreviação L. J. Smith, nasceu em 4 de setembro de 1965 é uma das escritora americanas mais famosas do mundo. Seus livros de combinam uma infinidade de gêneros, incluindo o horror, ficção científica, fantasia e romance. Sua série de livros mais famosa é The Vampire Diaries, que foi transformada em uma série televisiva pela The CW Television Network. Mas além disso a autora também possui outras series de livros, como Mundo das Sombras, Diários de Stefan e Circulo secreto.
Vale lembrar que a autora ficou em um longo hiato, de quase dez anos, antes de anunciar que voltaria a escrever, criando assim uma nova trilogia para a série The Vampire Diaries. O que veio depois, como eu acho que todos já sabem, foi que a autora perdeu os direitos sobre a série e uma ghost writter passou a escrever a história, que rendeu até então mais três volumes.

Sobre o livro
Faye é a nova líder do Circulo. Depois da desastrosa votação, em que Cassie se viu coagida a votar na garota que a chantageava, as coisas conseguiram ficar ainda pior: Faye quis usar o crânio de cristal para valer. Segundo ela, Black John queria dividir seu poder com todo o círculo. Mas com isso um desastre acontece, o Clube acaba libertando a alma de Black John e agora, graças a isso, ele voltou a ser um homem de carne e osso.
As coisas ficam mais tensas ainda quando, no velório da avó de Cassie, eles descobrem que o mais novo diretor da escola é ninguém menos que o próprio Black. Com outro nome e uma aparência diferente, o novo diretor promete mudar a realidade da escola New Salem High, desapoderando o clube e criando regras mais rígidas... Regras essa feitas apenas para pegar cada um dos integrantes do circulo.

Sobre o que esperar
Meu deus do céu.
Que livro maravilhoso.
Até agora esse é o mais maravilhoso da série. A autora realmente aprimorou a história e sua escrita. Tudo começa a realmente se encaixar e fazer sentido. A avó de Cassie, antes de morrer – por conta de um ataque do próprio Black John, que estava a procura do livro das sombras da família –, conta a Cassie um pouco da verdade sobre o que estava acontecendo. Nas palavras dela, resumidamente, Cassie era a mais forte, tinha a visão mais clara e o Poder. E Black John sabia disso. Ainda segundo ela, todos os membros do círculo fazem parte do plano dele, que foi iniciado lá em 1976, com os pais deles. John uniu cada o grupo, criou casais e aguardou. Sua intenção era formar um coven muito mais forte. Ou seja, o Clube.
Sabendo disso, Cassie passa a achar que Black Jonh quer mata-la, já que o coven só pode ter 12 integrantes, e segundo a avó de Cassie, o decimo segundo bruxo, o líder, era Black John. Mas gente, essa história tem tanta reviravolta, tanta informação... Meu Deus. Muita coisa acontece nessas 238 páginas, acreditem. Até Portia e a trupe de irmãos dela estão de volta! As coisas na escola ficam loucas. Tudo parece uma distopia.
E realmente, o livro tem muita cara de série. É bem o estilo de série que a gente gosta. As coisas saem do controle e do normal – gente, tem aluno sendo castigado no meio do pátio, preso naquelas coisas medievais, em que você prende as mãos e a cabeça num pedaço de madeira, sabe? – e você pensa: “Que que tá acontecendo, meu jesus?”.
Realmente esse terceiro volume foi o que mais me conquistou. Nem preciso dizer que já sou fã da série, né? L. J. Smith é tão maravilhosa escrevendo essa série, que eu nem sei me expressar direito. É como se nos conectássemos aos personagens. Sério, ontem, indo pra balada, eu me peguei rogando aos quatro elementos – água, terra, fogo e ar – que me ajudassem a ficar com o crush. Vocês tem alguma noção disso? Meu, foi muito engraçado, e é a melhor forma de mostrar que a história realmente me envolveu em um nível, que eu peguei os ensinamentos para mim.
Eu já tenho uma coleçãozinha de pedras, então nem preciso dizer que sou muito bruxo sim, né. O maior bruxo que vocês respeitam – depois do Dumbleodore.
De verdade, se tiverem a oportunidade de ler o primeiro volume e seguir a série, façam, é muito boa. Ainda faltam dois volumes para eu ler, vou ver se compro o mais rápido possível!
52/55

26 de dezembro de 2016

Resenha - Circulo Secreto: A Prisioneira

Cuidado, pode ter alguns Spoilers!!! Mas leia mesmo assim!

Livro: "Circulo Secreto: A Prisioneira"
Autor: L. J. Smith
Editora: Galera Record
ISBN: 9788501096272
Ano: 2012
Páginas: 240
Skoob: Livro
Estrelas: 5

Sinopse: “Cassie é chantageada por Faye para roubar o poderoso Cristal Skull, e, por acidente, as duas liberam uma força maligna, que Cassie acredita ser responsável por vários assassinatos que imitam os torturosos atos dos julgamentos das bruxas de Salem. Enquanto isso, o Círculo chega à um ponto crucial na história, no qual deve ser escolhida uma nova líder, e, com Faye ameaçando revelar os segredos mais profundos de Cassie, pode significar desastre para todos os envolvidos”.

***

Sobre a autora
Lisa Jane Smith, mais conhecida pela abreviação L. J. Smith, nasceu em 4 de setembro de 1965 é uma das escritora americanas mais famosas do mundo. Seus livros de combinam uma infinidade de gêneros, incluindo o horror, ficção científica, fantasia e romance. Sua série de livros mais famosa é The Vampire Diaries, que foi transformada em uma série televisiva pela The CW Television Network. Mas além disso a autora também possui outras series de livros, como Mundo das Sombras, Diários de Stefan e Circulo secreto.
Vale lembrar que a autora ficou em um longo hiato, de quase dez anos, antes de anunciar que voltaria a escrever, criando assim uma nova trilogia para a série The Vampire Diaries. O que veio depois, como eu acho que todos já sabem, foi que a autora perdeu os direitos sobre a série e uma ghost writter passou a escrever a história, que rendeu até então mais três volumes.

Sobre o livro
Nesse segundo volume, Cassie, recém iniciada no Clube, passa a ser chantageada por Faye – que descobriu toda a história entre Adam e ela – e como resultado disso, Cassie se vê numa corrida para encontrar o crânio de cristal de Black John. Só que além disso ela entra naquele conflito interno entre ceder e fazer o que Faye manda, ou ser fiel a Diana e não fazer nada, mas infelizmente, Faye tem a faca e o queijo na mão, e Cassie não vê outra escapatória.
Quando ela descobre o crânio e decide não levá-lo para Faye, é tarde demais, a garota a seguiu e não há mais nada a fazer... A não ser conter os danos. Juntas, elas evocam novamente os poderes do crânio mas algo horrível acontece, a massa sombria quase pega Faye e como da primeira vez, mais um pedaço da entidade está a solta pela cidade.
O circulo vai descobrir aos poucos que cada vez que o crânio é posto em ação, algo ruim acontece com alguém. Kori foi só o inicio.

Sobre o que esperar
Olha, valeu a pena continuar a série. Este segundo volume é muito, muito melhor que o primeiro. Achei que algo ruim aconteceria logo de cara, até porque, levando em conta, no fim do primeiro livro eles estavam usando o crânio e eu pensei “Ok, alguém vai ficar preso nesse negócio, por isso o nome do segundo volume”, mas não.
L. J. Smith sabe nos deixar putos da vida. Faye começa a chantagear Cassie, obrigando-a a fazer o que ela manda e tudo acaba se tornando uma grande avalanche. Quanto mais coisas Cassie faz para Faye mais coisas Faye tem para chantagear Cassie. E isso consome meio que metade do livro. Depois do desastre no quarto de Faye, ela até fica de boa, assustada, mas de boa, desistindo de chantagear Cassie, mas o pior está no final. Vale lembrar que a votação para nova líder do Coven estava quase chegando e que um voto pode ser crucial...
Mas o que mais me chamou a atenção nesse livro é que, como eu havia falado na resenha anterior, ressaltando que muitos pontos ficam soltos na história, as coisas começam a ganhar sentido. A história começa a ter bem mais "liga", digamos assim.  Nesse volume, começamos a descobrir, mesmo que lentamente, um pouco da história por trás da ilha e das famílias bruxas. Ainda teve bem pouca participação das famílias, mas as poucas que tivemos foram ótimas.
Como sempre, não tenho muito o que reclamar da escrita. A autora realmente sabe nos prender e fazer a história correr solta na nossa cabeça. Eu sei que li o livro em dois dias, de tão “viciado” que eu estava.  O estilo continua sendo aquele, sabe, bem série da Warner mesmo, a climatização, o enredo, acho que é isso que faz a serie ser tão viciante. Lógico, ainda me lembra um pouco o TVD, sei lá, o enredo em si me ´parece muito “bem vindos a Mystic Falls” sabe.
Uma das coisas que sempre me tiram do sério em séries de livro – e também de TV – é que uma coisinha mínima que a personagem faz, acaba virando uma avalanche gigante no final, por causo do que? Por causa da famigerada omissão. É o que acontece com a Cassie e essa pedrinha maldita que ela acha. Ta na cara que a pedra é maligna, que era do Black John, até sua avó, em determinada parte, diz isso, mas lá esta ela, segurando a pedra incessantemente. Se não me engano a pedra é uma hematita, pedra responsável pelo poder, pela força... Mesmo na hora em que tudo é ´posto na mesa, lá está Cassie omitindo alguma coisa.
Normalmente eu me simpatizo muito com os vilões, eu curto um pouco essa coisa “foda-se a porra toda” sabe, mas essa Faye, meu deus, que vontade de nascer mulher e dar um soco na cara dessa menina. Eu não sei como o coven TODO ainda interage com ela. A garota é infernal. Insuportável. Mentirosa e todos os vários “adjetivos negativos” que vocês possam dizer. Eu não agüento!
A série ganhou meu coração sim, tanto a ponto de eu já começar a fazer minhas continhas aqui e ver se eu consigo comprar os outros dois volumes que faltam. Nem vejo a hora de ver a Cassie comandando esse coven. Muito Suprema SIM!
51/55