26 de setembro de 2016

Resenha - Neve e Cinzas

Cuidado, pode ter alguns Spoilers!!! Mas leia mesmo assim!
Livro: "Neve e Cinzas"
Autor: Sara Raasch
Editora: Harper Collins
ISBN:  9788569809852
Ano: 2016
Páginas: 320
Skoob: Livro
Estrelas: 5

Sinopse: "Dezesseis anos atrás o Reino de Inverno foi conquistado e seus cidadãos, escravizados, sem família real e sem magia. A única esperança de liberdade para o povo do reino jaz nos oito sobreviventes que conseguiram escapar, e que seguem esperando uma oportunidade para recuperar a magia de Inverno e reconstruir o reino. Meira, uma órfã desde a derrota de Inverno, passou a vida inteira como refugiada, criada por Senhor, o general dos inverninos. Treinando para se tornar uma guerreira — e desesperadamente apaixonada pelo melhor amigo e futuro rei, Mather —, Meira faria qualquer coisa para ajudar o Reino de Inverno a retomar seu poder. Então, quando espiões descobrem a localização de um medalhão antigo capaz de devolver a magia ao reino, Meira decide ela mesma encontrá-lo. Finalmente ela está escalando torres e lutando contra soldados inimigos como sempre sonhou. Mas a missão não sai como planejado, e logo Meira se vê mergulhada em um mundo de magia maligna e poderosos perigosos. De repente, ela percebe que seu destino não está, e nunca esteve, em suas mãos. A estreia de Sara Raasch é uma fantasia cheia de ação sobre lealdade, amor e a capacidade de determinar o próprio destino".


***

“Será que sempre fracassaremos, mesmo quando formos bem-sucedidos? Conseguir a metade do medalhão, conseguir a metade seguinte, formar um condutor inteiro, ganhar aliados para libertar Inverno – quando parecerá suficiente?” – Pag. 59.

E é o tipo de livros que você encontra facilmente em várias listas de leituras, fotos no Instagram e indicações de revistas, sites e afins. “Neve e Cinzas” (versão brasileira de “Snow like Ashes”) é escrito por Sara Raasch e seu lançamento foi feito em 2014 lá nos Estados Unidos. Demorou um tempinho para chegar aqui em terras brasileiras, mas finalmente neste ano, 2016, a editora Harper Collins decidiu presentear seus leitores com essa fantasia maravilhosa.

“-Você pode ter me prendido nisto. – Dou um puxão e me desvencilho de Noam. – Mas não é o primeiro homem a me subestimar, então, vou aconselhá-lo a começar a me tratar com um pouco mais de respeito, Rei Noam” – Pag. 114.

Sobre a autora
Raasch desde seus cinco anos de idade sabia que sua vida giraria em torno da literatura. Enquanto seus amigos de infância faziam barraquinha para vender limonada, Raasch montava a sua para vender seus livrinhos de ilustrações. As coisas não mudaram muito com o tempo: seus amigos ainda olhavam com desconfiança para todo o seu entusiasmo com as ilustrações e com a escrita. Mas em 2014 finalmente sua estreia e sucesso vieram com o primeiro volume da trilogia intitulada “Snow like Ashes”, que se tornou facilmente um best-seller do The New York Times, encantando e “viciando” leitores por todo o mundo.

“- Sua presença é a prova de que há vida fora das paredes de Angra. – Ela sorri para a multidão. – Mesmo a nevasca mais forte, começa com um único floco de neve” – Pag. 243.

Sobre o livro
De todo um reino lindo e branco restaram apenas 25 remanescentes. Inverno era um reino forte mas não aguentou o poder de Primavera. O reino foi destruído, a rainha foi morta – assim como quase todos os cidadãos – e os que sobreviveram foram escravizados por Angra – o rei de Primavera – e agora, 16 anos depois da queda de Inverno, ainda trabalham braçalmente nas entranhas do reino primaveril.
Mas a esperança foi algo que nunca morreu para os invernianos. Entre os 25 remanescentes estavam o jovem e recém nascido príncipe Mather, o futuro de Inverno. Hoje, poucos são aqueles que sobreviveram, menos de dez remanescentes correm contra o tempo e contra seus inimigos para recuperar algo que foi quebrado e roubado da rainha Hannah antes dela morrer: O condutor real. Fonte de magia que mantinha o reino forte, próspero e seguro. Angra não se contentou em apenas matar a rainha e destruir o reino todo, ele também quebrou a fonte de magia que sustentava Inverno e manteve os dois fragmentos do colar em constante movimento, para que nunca ninguém os recuperasse e usasse seu poder novamente. Só que o Rei de Primavera nunca imaginou que uma garota de 16 anos, órfã e remanescente, invadiria seu reino e roubaria um dos pedaços do colar de seu general mais temido,  Herod. Meira, querendo provar seu valor como soldada de Inverno, anseia por conseguir resolver tudo aquilo que seu grupo de remanescente vem tentando ajeitar a mais de 16 anos. Ela quer sua terra de novo, seu povo livre, quer uma vida que seja mais do que simplesmente treinar, fazer missões para conseguir comida e correr atrás dos fragmentos mágicos do que um dia foi o poder de seu povo. Ela quer ter tudo aquilo que nunca teve: uma vida.
E é nesse momento que Meira descobre que é mais forte do que imagina.

“- Dói demais – Responde Mather. Simples assim.
Isso me faz parar. Eu o encaro com um olhar longo e cauteloso.
- Algum dia não doerá.
A promessa que nós refugiados sempre fazemos uns aos outros, antes de sairmos em missões, sempre que as pessoas voltam sangrnado e feridas, sempre que as coisas dão errado e nos recolhemos, aterrorizados. Nós ficaremos Bem... Algum dia” – Pag. 13.

O que esperar?
Se fantasia for aquilo que te tira da realidade, parabéns. Eis a leitura que vai te encantar. Sara Raasch nos apresenta um cenário complexo, intrigante e repleto de poder, magia e ganancia. Somos inseridos em dois reinos: o Ritmo e o Estação. A trama inicialmente se passa nos reinos Estação – Primavera, Verão, Outono e Inverno -, vemos então a corrida de Meira, Sir, Mather e cia em busca de reaver o poder de seu reino e libertar seu povo da escravidão imposta por Angra de o reino de Primavera.
Intrincado nisso tudo temos um amor um tanto quando impossível – Meira só pra variar tem uma quedinha pelo futuro rei de Inverno, Mather -, um jogo de poder de matar qualquer um de nervoso e uma corrida contra o tempo para descobrir, juntamente com Meira, como a magia funciona.
A escrita é rápida, intrincada e cheia de informações, mas rápida. Tem ritmo, é bem mais acelerada do que o normal. A história toda acontece em coisa de dois ou três meses. Acho que até menos. Ação e reviravoltas? Sim, tem para dar e vender. Triangulo amoroso? Olha, tem sim, e até eu ficaria em duvida sobre qual lado escolher. E magia? Gente, se tem uma coisa que essa história tem, essa coisa é magia.
Acima de tudo, claro, tem crescimento e superação. Tem força também. Uma garota inverniana que nunca viu seu reino, mas que sente como se soubesse tudo sobre ele. Meira tem aquela faísca de força que todo bom protagonista tem que ter. Ela não quer um final feliz para ela, ela quer um final feliz para seu povo, ela daria uma boa miss com todo esse papo de paz mundial e tal. Ver sua força crescer, seu poder, literalmente, sua garra... É de fazer qualquer um se orgulhar.
Uma ótima aventura fantástica para você que se cansou da realidade.
38/55

22 de setembro de 2016

Eu não estou nada bem!

 
Como já era sabido – referencia a GOT aqui, sim hein! -, nossa amada Jenny Han já havia confirmado um terceiro livro da “Para todosos garotos que já amei”, mas ainda não tínhamos nada concreto... Pelo menos até ontem. A autora, que já vinha soltando alguns spoilers pelo Twitter, liberou ontem a capa LINDA E PERFEITA E MARAVILHOSA de “Always and Forever, Laura Jean”.
Vale lembrar que a autora deixou claro que ela jamais faria um novo livro se não houvesse mais nada para se dizer sobre sua história, o que não é o caso dessa sua série, já que ainda há muito a ser explorado pela sua protagonista. O livro será lançado no Brasil pela Intrínseca simultaneamente com os Estados Unidos e está previsto para abril de 2017. Vejam a capa que coisa mais perfeita:

21 de setembro de 2016

filme "Fallen" finalmente ganha trailer

Bom, eu ainda não sei se eu gostei ou não, mas é aquele ditado, vamos fazer o que? Saiu hoje o tão aguardado primeiro trailer da adaptação do livro “Fallen”, escrito por Lauren Kate. 
A adaptação conta com Addison Timlin como Lucinda, Jeremy Irvine como Daniel e Harrison Gilbertson como Cam; A direção é de Scott Hicks, já nomeado ao Oscar, com produção de Mark Ciardi e Gordon Gray. Sua estreia nos cinemas deve acontecer em 9 de novembro.
Para quem não conhece a série, a história gira em torno de Lauce, que incondicionalmente atraída por Daniel, quer descobrir qual é o segredo que ele precisa tanto esconder… mesmo que isso a aproxime da morte. No Brasil, a série é distribuída pela Galera Record. Vejam o trailer e me digam o que acharam... Eu achei meio Crepúsculo, sabe?

20 de setembro de 2016

"Não se enrola, não" já tem capa e previsão de lançamento

 

A escritora brasileira Isabela Freitas divulgou em suas redes sociais a capa e a sinopse de seu terceiro livro, “Não se enrola, não”, livro que continua a trama iniciada em “Não se Apega Não”. Esse volume, previsto para o mês de novembro, ao que explicou a autora, terá um foco maior na amizade colorida.
Vale lembrar que a série, publicada pela editora Intrínseca já possui dois volumes e uma série – que passou todos os domingos no Fantástico.

Sinopse: "A vida de Isabela dá uma completa reviravolta depois do sucesso de seu blog, Garota em Preto e Branco. Decidida a perseguir seus sonhos, ela abandona o curso de direito, deixa a casa dos pais, em Juiz de Fora (MG), e se muda para São Paulo tão logo conquista um emprego numa badalada revista on-line. Enquanto se adapta aos novos tempos numa quitinete no Baixo Augusta, Isabela escreve seu primeiro livro.
Seria perfeito se no apartamento em frente não morasse o envolvente Pedro Miller e os dois não se embolassem regularmente sob o mesmo lençol. Não, não é namoro. Não, não é apenas amizade. É algo muito mais enrolado, um relacionamento sem um nome definido. Um “isso”, como diz a personagem. Embora não tenha coragem de confessar seus sentimentos, Isabela sabe que está perdidamente apaixonada pelo seu melhor amigo.
Após Não se apega, não e a sequência, Não se iluda, não, Isabela Freitas mostra neste Não se enrola, não os primeiros passos de seus personagens na vida adulta, com toda a independência e as responsabilidades que ela proporciona".

19 de setembro de 2016

Resenha - Carry On

Cuidado, pode ter alguns Spoilers!!! Mas leia mesmo assim!
Livro: "Carry On"
Autor: Rainbow Rowell
Editora: Novo Século
ISBN:  9788542808247
Ano: 2016
Páginas: 480
Skoob: Livro
Estrelas: 5

Sinopse: "Simon Snow é um bruxo que estuda numa escola de magia na Inglaterra. Profecias dizem que ele é o Escolhido. Você pode até estar pensando que já conhece uma história parecida.
        O que você não sabe é que Simon Snow é o pior escolhido que alguém já escolheu. Poderosíssimo, mas desastroso a ponto de não conseguir controlar sequer sua própria varinha, Simon está tendo um ano difícil na Escola de Magia de Watford. Seu mentor o evita, sua namorada termina com ele e uma entidade sinistra ronda por aí usando seu rosto. 
     Para piorar, seu antagonista e colega de quarto, Baz, está desaparecido, provavelmente maquinando algum plano insano a fim de derrotá-lo. Carry On é uma história de fantasma, de amor e de mistério. Tem todos os beijos e diálogos que se pode esperar de uma história de Rainbow Rowell, mas com muito, muito mais monstros".


***

“-[...] Aqueles vampiros estavam embasbacados com você – digo. – Queriam botam um coroa na sua cabeça.
- Você está sugerindo que eu passe para o outro lado?
- Não. Estou só dizendo que você foi incrível hoje.
- Não está me ouvindo, está?
- Estou, sim – digo. – Mas você está errado. Nada vai voltar ao normal depois disso. Como poderia voltar?
- Porque somos amigos agora?
- Porque somos mais do que isso.
Baz apanha o atiçador e cutuca o fogo.
- Um beijo, e você já acha que o mundo está de cabeça para baixo.
- Dois beijos – digo. E eu o seguro pela nuca”.

Ainda não havia lido nada dessa autora – por mais indicações que houvessem – e posso dizer que me surpreendi. Me surpreendi de uma forma muito louca. Louca a ponto de ler  as 447 folhas em 3 dias apenas. Para quem não conhece, essa semana eu resenharei o livro “Carry On”, que é meio que um spin-off que nasceu do livro “Fangirl” – Nesse livro a personagem principal é louca por uma série de livros chamada Simon Snow, dai, com o sucesso do livro, a autora decidiu transformar essa série imaginaria, em real.
Para quem não conhece a autora, Rainbow Rowell, nasceu em Omaha, no dia 24 de fevereiro de 197. É uma famora autora norte-americana de livros jovens-adultos. Suas obras “Eleanor & Park” e “Fangirl” receberam muitos elogios de crítica e público em 2013. Seus quatro livros já foram publicados no Brasil pela editora Novo Século. Rainbow foi colunista e copywriter no jornal Omaha World-Herald entre 1995 e 2012.  
A autora começou a escrever aquele que se tornaria o seu primeiro romance a ser publicado, Attachments, nos seus tempos livres. Rainbow teve um filho nesta altura e fez uma pausa na escrita do manuscrito durante dois anos. O romance, publicado em 2011, é uma comédia romântica contemporânea sobre um "it guy", Lincoln O'Neil, que tem um único trabalho: monitorar o e-mail de outras pessoas. Ainda em 2011, Rainbow terminou o primeiro rascunho do romance Fangirl para o projeto National Novel Writing Month. Este foi o primeiro livro escolhido para o Reblog Book Club da rede social Tumblr.
Em 2013, foram publicados dois livros de Rainbow: Fangirl e Eleanor & Park. Ambos os romances foram escolhidos pelo The New York Times como sendo dois das melhores ficções para jovens adultos do ano. Eleanor & Park foi ainda considerado um dos 10 melhores livros do ano pela Amazon e o melhor livros para jovens adultos do ano pelos utilizadores do site Goodreads.
Em outubro de 2015 foi publicado o seu quinto livro. Carry On baseia-se na série de livros de fantasia de Simon Snow que surge em Fangirl e representa o oitavo livro da série, livro esse da qual falaremos hoje, sim!!!

“Insipidez insidiosa, uma mundanidade que se arrasta para dentro da sua própria alma”.

Essa possivelmente é uma história bem louca – e muito bem feita – baseada em Harry Potter. Simon, o escolhido, se encontra agora em seu ultimo ano na escola de magia de Watford. Durante todos os seus oito anos na escola, coisas loucas e perigosas sempre aconteciam. Ele já matou um dragão, duendes, quimeras – essa foi culpa de Baz – e no ano anterior chegou até a ficar cara a cara com o Insípidum, o real responsável por todos os ataques e por tudo de ruim que acontecia no mundo da magia. Como se não bastasse essa luta que nunca termina com seu inimigo Insípidum, Simon ainda travava batalhas diárias com seu arque inimigo já declarado, Basilton.
O fato era que: eles dividiam o quarto, e Simon além de saber que Baz queria acabar com sua vida, também tinha certeza de que ele era um vampiro.
Com as voltas as aulas, muita coisa acontece, começando pela ausência de Baz. Simon já começa a pirar achando que ele está tramando a sua morte, já que o mundo da magia, em especial a família de Baz, está passando por uma fase muito conturbada, para não dizer que estão em guerra. Mas tudo muda quando, durante uma noite – em que Baz ainda está fora, desaparecido – um fantasma entra no quarto de Simon e começa a se comunicar com ele. Isso tudo causado pela queda do Véu, fato que acontece a cada 20 anos. A partir disso Simon se vê obrigado a pedir uma trégua no seu ódio contra Baz e ajudá-lo.
A única coisa que ele não imaginou no começo disso tudo é que a história se enraizaria de tal forma que, a partir desse momento, todo o mundo mágico, pelo menos a parte britânica, estaria a mercê do que o trio, Simon, Baz e Penny – sua melhor amiga -, fossem descobrir – isso sem falar no amor devastador e mais lindo do mundo, que nasce a partir dessa junção. Meus caros, que livro maravilhoso!!!

“- Entreguei a ele minha magia, Baz. Está tudo acabado.
- Quem precisa de magia? Vou transformá-lo em vampiro e fazer você viver comigo para sempre”.

No inicio eu li um comentário sobre o livro dizendo que, “Quem não leu Fangirl, não vai entender esse livro”... Meu amor, GO BACK TO THE PARTY CITY WHERE YOU BELONG! Eu não só entendi, como amei e tornei essa leitura a segunda melhor da minha meta de 2016.
Fica difícil eu falar mais sobre o enredo em sí sem soltar nenhum spoiler crucial. E não vou fazer isso. Eu quero mesmo é falar sobre essa história brilhante, destruidora de conceitos e maravilhosa. Primeiro que, como um não adepto aos livros da Rowell – pelo menos até agora, pois já quero todos os livros dela – eu me surpreendi com a forma que o enredo, o clímax e os personagens te fazem ficar preso a toda a história. Você literalmente não consegue para de ler. É uma sucessão sem fim de “Só mais esse capítulo”. No meu primeiro dia de leitura eu simplesmente li 200 páginas!
Além da escrita, a autora acerta também na trama. Eu notei muita coisa de Harry Potter e também de Magistérium. E eu acho que essa era a intenção. É tudo muito descarado e engraçado. As magias, meu deus, são incríveis. São frases de ação, cantigas antigas de criança e ditados populares, e isso faz a história ficar hilária - hilária a ponto de Baz combater um dragão controlado pelo insípidum com aquela canção do sabiá que fugiu da gaiola! Vocês não têm noção.
Segundo eles, quanto mais conhecidas sejam as palavras, mais forte fica a magia. Imagina o que a gente não conseguiria fazer com um “Miga, sua loca” hoje em dia!!! Além disso, o livro também traz aquela coisa toda de um vilão sombrio, um inimigo, a melhor amiga, uma guerra entre o mundo mágico e etc. Mas esse foi o acerto da autora. Ela não jogou tudo lá de qualquer forma, ela amarrou tudo àquilo com uma história principal incrível, nova e totalmente diferente do que a gente imagina.
Além de trazer um livro contado sobre várias perspectivas, a autora também traz uma temática gay no meio de tudo – fazendo o que todos queriam que J. K. Rowling fizesse entre Harry e Malfoy, mas não rolou – e transforma o personagem principal em namorado do seu inimigo, Baz. Eu nem preciso dizer que amei né?
Baz é aquele cara metido, arrogante, sensual e rico que todo mundo ama odiar. Simon é o herói forte, simples, faminto e incrivelmente lindo. Imagina esse casal gente? Eles acabam juntos para desvendar um enigma envolvendo a mãe morta de Baz e acabam descobrindo muito mais. Muito mais além do que amor. Eles descobrem quem é o vilão mor e o que isso significa. E esse é um ponto crucial.
A autora acertou em cheio quando criou esse “vilão”. É algo bem mais enraizado, é mais complexo do que a gente pensa. No fim, o vilão real é alguém da qual eu nem citei aqui. A história toda, no fim das contas, é uma consequência de atos dele.
Nesse momento eu estou tirando o meu chapéu para essa história, e guardando um espaço de honra na minha cabeceira. Leiam, de verdade, eu sei que esse livro um olho da cara + um rim, mas vale a pena cada real gasto!
37/55