30 de maio de 2013

Minha Caixa de Correio #22 Part. 1


Fui obrigado a dividir essa caixa de correio em duas. Não sei como isso pode acontecer! Mentira, sei sim, gastei mais que garota de programa quando recebe um dinheiro extra do cliente e corre na C&A pra comprar aquela blusa coladinha que deixa seus seios mais volumosos.
Então escolhi metade para hoje, e a outra metade pra semana que vem.
Gente, agora é conclusivo, não tem mais onde por livros na minha estante. Cabou o espaço. Preciso de uma nova!
Saka só meus nego's novos!!!

"Abandono" - Meg Cabot
Editora - Galera Record
* Comprei, porque fiquei com uma incrivel vontade de ler, e semana que vem tem Resenha pra vocês. Meg Cabot é PHODÁ!

"O Grande Gatsby" - F. Scott Fitzgerald
Editora - Tordesilhas
* Comprei e já tem RESENHA GENTE!


"O Futuro de Nós Dois" - Jay Asher & Carolyn Mackler
Editora - Galera Record
* Comprei porque amei a capa!

"A Seleção" - Kiera Cass
Editora - Seguinte
* Comprei, dica de leitura do Thales!


"A Elite" - Kiera Cass
Editora - Seguinte
* Comprei


"Sussurros ao Luar" - C. C. Hunter
Editora - Jangada
* Comprei logo que descobri que havia sido lançado, não fazia a minima ideia que já tinha saido, até ter visto no Blog Nessa News!

Filme "Fazendo História" - Allan Bennett
* Assisti o filme no corujão da Globo, e não teve como, me apaixonei, e no dia seguinte, comprei pelo Submarino! E olha gente, já tem RESENHA DELE AQUI!

Esses foram apenas a metade de tudo que eu comprei na semana passada, ainda tem mauito mais, mas dai vocês só vão ver semana que vem né! Bom feriado ai pra vocês, nem sei qual é, mais sei que vou trabalhar, então, whatever! kkk'

29 de maio de 2013

Águia Assassina

Normalmente, eu falo só dos livros internacionais e tals, mais sempre tem espaço para os Brazucas aqui também. O utimo que eu comentei, e também resenhei, foi o Vale dos Mortos, do joseense Rodrigo de Oliveira. E assim como o Rodrigo, hoje eu trago também, mais um autor e mais um livro da Editora Baraúna.
Warley Torres é o autor do livro "Águia Assassina", que é um dos lançamentos da editora, e que promete fazer muito sucesso. Nascido no dia 23 de setembro de 1988, em Pará de Minas, Warley sempre teve as manhas para escrever livros de ficção e suspense. Sempre foi apaixonado pelo mundo da literatura, iniciando suas leituras com os livros da coleção Vaga-lume, e terminando com os grandes best-sellers como Harry Potter e O Código da Vinci, que são os seus livros prediletos. , começou a escrever o livro "Águia Assassina" aos 14 anos. Escrevendo apenas uma pequena estória que num dia surgiu em sua mente, ao visualizar uma capa de caderno com uma Águia enorme correndo atrás de um carro. Seria apenas uma pequena estória, mais quando se deu conta estava escrevendo um livro de verdade que gerou cerca de 300 páginas ao longo de cerca de dez árduos anos. Seu primeiro livro passou por um processo minucioso de revisão e mudanças até se tornar acessível às mãos dos leitores, principalmente aqueles que apreciam uma boa ficção no estilo de "O Parque dos Dinossauros" e "Tubarão", que a cada página ocorre um novo acontecimento, deixando-o curioso a virar a nova página. Tendo em mente que o mundo da literatura, principalmente de autores brasileiros, é um mundo muito competitivo e que o leitor de hoje é muito exigente naquilo em que lê, um livro ideal ao leitor de hoje que busca uma estória com poucos detalhes, mas com muita ação e mistério, com reviravoltas atrás de outras.
Trouxe pra vocês a Capa do livro e também a sinopse pra voc~es curtirem ok. Em breve, tem resenha do livro aqui pra vocês! E óbvio vamos desejar os melhores ventos ao Warley né gente!

Sinopse: "Poderia o símbolo da maior potência mundial voltar-se contra seu país, ameaçando a segurança, colocando a vida de inocentes em risco e levando Nova Iorque ao caos? A resposta é sim. É o que descobre um grupo de turistas, liderado por Diana Campbell e pelo piloto James Mason, ao embarcar para uma ilha misteriosa. Das estranhas da mata, surge a águia assassina. Gigante, feroz e destrutiva, com garras vorazes e mortais, ela provará que a maior nação do planeta não é tão imbatível quanto parece. Agora, os jovens Hilary, Ygor e Patrick, aliados a George Parkman, o mais corajoso e renomado delegado americano, terão de lutar contra o tempo para impedirem que seus parentes, amigos e toda a população do país não sejam dizimados da Terra pelas presas da terrível e tão inacreditável criatura. "

Fale com o Autor, siga, comente, espalhe nossa literatura povo. PASSE A DIANTE!
Perfil no face:  www.facebook.com/topwarley

Obs.: Curtiu o livro? Então não adianta só por na lista dos desejados no Skoob. Vamo comprar galera! No site da Cia dos Livros tá por 27,90, quer mais o que ein negada!? Bora comprar gente!

28 de maio de 2013

Resenha - O Grande Gatsby

Cuidado, contém GRANDES SPOILERS!!!

Nome: O Grande Gatsby
Autor: F. Scott Fitzgerald
Editora: Tordesilhas
Ano: 2013
ISBN: 9788564406650
Skoob: Livro

Sinopse: "Obra-prima de Scott Fitzgerald, O Grande Gatsby é o romance americano definitivo sobre os anos prósperos e loucos que sucederam a Primeira Guerra Mundial. O texto de Fitzgerald é original e grandioso ao narrar a história de amor de Jay Gatsby e Daisy. Ela, uma bela jovem de Lousville e ele, um oficial da marinha no início de carreira. Apesar da grande paixão, Daisy se casa com o insensível, mas extremamente rico, Tom Buchanan. Com o fim da guerra, Gatsby se dedica cegamente a enriquecer para reconquistar Daisy. Já milionário, ele compra uma mansão vizinha à de sua amada em Long Island, promove grandes festas e aguarda, certo de que ela vai aparecer. A história é contada por um espectador que não participa propriamente do que acontece - Nick Carraway. Nick aluga uma casinha modesta ao lado da mansão do Gatsby, observa e expõe os fatos sem compreender bem aquele mundo de extravagância, riqueza e tragédia iminente."

***

"Estou lhe enviando a prova da página de rosto etc. Está tudo OK, mas meu coração me diz que eu devia tê-lo chamado de "Trimalquião". Contudo, ir contra a opinião geral teria sido, imagino, estupido e teimoso de minha parte."

Iniciei essa resenha, antes de mais nada, ouvindo a trilha sonora do Filme. Que está divinamente bem feita. E gostaria de dizer também, antes de qualquer tipo de Spoiler, ou de informação sobre o livro, que eu tive a sorte de comprar o livro certo para ler. Hoje, lançaram várias edições, só esta semana vi três em uma mesma livraria. Posso estar sendo leigo e etc. mais acredito que as outras são apenas a história em si. Essa edição que eu comprei, além de ter o prefácio original, também tem uma “resenha” no fim, e muitas, mais muitas cartas que o próprio Scott escreveu para o seu editor Maxwell. E, confesso que me deu uma dor imensa no peito, em ver toda a luta, toda a corrida de Fitzgerald em fazer algo que não parecesse igual aos seus outros dois livros, algo feito em plena imaginação, mais ainda assim retratando de forma abstrata sua realidade, e no fim, ele acaba falecendo, achando que sua obra prima, a Monalisa de sua existência, foi um grande fracasso. Ele não viveu para ver o sucesso que o seu romance da alta classe de New York fez. E eu fico triste em saber isso.

"... E assim avançamos, barcos contra a corrente, incessantemente empurrados de volta ao passado."

Nos anos prósperos, logo após o término da primeira guerra mundial, eis que a história de Gatsby ganha contornos. Ao sair do Oeste, Nick ruma em direção ao Leste. New York mais precisamente, tendo em mente o trabalho que mais estava em alta na época, Vendedor de Títulos. Seus planos eram, ir para a metrópole, estudar o máximo que pudesse sobre esse mercado e começar a ganhar dinheiro com isso. Mais mal sabia esse jovem soldado, recém-saído da guerra, que algo a mais o esperava em West Egg, além de seu vizinho, ser o homem mais rico das proximidades, ele também acaba descobrindo, certa tarde, ao ir almoçar na casa de velhos amigos, em East Egg, que o casal já não estava tão “feliz”. Tom, estava traindo Daisy, com uma moça de New York, e Daisy Sabia disso. 
“Estou feliz por ser menina. E espero que ela seja uma tonta. É a melhor coisa que uma menina pode ser neste Mundo: uma tontinha linda.” Disse Daisy ao descobrir que o bebe que havia ganhado de Tom, era uma Menina.
Eis que dias depois seu até então vizinho misterioso e ocupado, acaba lhe mandando um convite, para uma festa, que já eram conhecidas por toda a elite famosa de New York, eram estrondosas, graciosas. Sua Mansão, deslumbrante, lógico que ajudava e muito nisso tudo. Cantores, atores, magnatas, gangsters e até mesmo intrusos eram sempre bem vindos á cada de Gatsby. A sua eterna comemoração. Rua cheias de carros, pessoas famosas para todos os lados, muita musica, muita comida e muitos mistérios. Onde diabos estaria Gatsby? Afinal a festa era dele, na casa dele, paga por ele. Onde estava o anfitrião nisso tudo?
Sentado á mesa, com Jodan (uma até então “amiga” e jogadora profissional de golfe, que conheceu na casa de Tom e Daisy) e com um outro rapaz, também jovem, quase da sua idade talvez mais desconhecido, assim como todos ali, Nick  em uma conversa casual acabou descobrindo que esse até então, jovem, também, soldado era ninguém menos, ninguém mais que Gatsby.
Em uma sucessão de fatos a história ganha sentido. Gatsby é obrigado a se retirar para atender a uma ligação, seu mordomo logo depois, acaba chamando Jodan, dizendo que Gatsby gostaria de falar á sós com ela...Eis que o livro começa a te prender, de uma forma que você não consegue mais soltar!
O que ele queria falar com ela? Haha’ já vou dar muitos Spoiler ai em baixo, então vou deixar esse ponto no ar...

"Escute aqui, meu velho, você precisa arranjar alguém para ficar comigo. Precisa tentar pra valer. Eu não posso suportar isso sozinho!"

Cheguei a realmente pensar que não entenderia a história. Confesso que nem havia ligado o nome do livro, ao nome do autor. Quando comecei a ler o prefácio, Deus do céu, só eu sei que não entendi bulhufas antes de ler ele inteiro exatamente 3 vezes e meia. Só então vi de quando a obra realmente se tratava.
Nick, o narrador de tudo, explica a história maravilhosamente bem. Ele não tenta se intrometer no meio dos fatos, ou se incluir, ou mudar o enredo, ele apenas assiste e conta, detalhadamente.
Gastby é excêntrico, misterioso. Mais tudo se borda perfeitamente quando Jordan conta a Nick, o que realmente Gatsby quer. Gatsby quer que Nick marque um Chá, com sua antiga amiga Daisy, para que eles por “coincidência do destino” se encontrassem novamente. Não entendeu? Senta, que a história é a seguinte, antes de Daisy ter se casado com Tom, ela e Jay (nome de Gatsby) eram apaixonados. Daisy era da alta sociedade e Gatsby era, digamos, simples, mais ainda assi eles se amavam, ela amava a forma que ele falava de coisas que até então ela nunca havia ouvido falar, pois não eram do seu mundo cheio de dinheiro. Só que a guerra acabou os separando. Como não tinha pra onde ir, nem o que realmente fazer da vida, Gatsby acabou tendo que ir servir, o que fez muito bem e acabou subindo de cargo cada vez mais, só que Daisy já não aguentava esperar. Tinha necessidade de voltar ao eventos da sociedade, onde com apenas um aceno de cabeça, conseguiria todos os melhores partidos da cidade aos seus pés.
Chegou até certo ponto em que já não dava mais para suportar a distancia e a incerteza de algo que pode ou não pode dar certo, e então Daisy pôs fim ao romance, e se deixou levar por Tom, que na época era um ótimo partido.
Gatsby na realidade não dava todas aquelas festa, por ser exibido ou por querer os holofotes em seu jovial e rico rosto. Ele queria encontrar alguém, qualquer pessoa que conhecesse Daisy e pudesse reaproximá-los. E de todas as suas grandes comemorações, a única em que achou alguém que realmente conhecesse Daisy, foi a em que Nick e Jordan estavam presentes. Por isso chamou Jordan para conversar.
Scott escreveu perfeitamente, uma escrita detalhada ao extremo, cheia de emoção, de simbolismo. Uma verdadeira visão apaixonada de algo.
Uma coisa que o aporrinhou muito em suas cartas foi a cena do apartamento. Acredito que a cena ficou boa daquela forma. Ao que tudo indica nós já sabemos o que eles foram fazer na quarto! Então não tinha necessidade de mais detalhes, até porque naquela época a sociedade ainda era livre dessa DST em tons de cinza!
A forma como ele descreve a sociedade, a cidade. O jeito que ele monta toda a história de Gatsby, e ainda assim deixa sutilmente pontinhos voando pelo ar, sobre qual realmente era o trabalho tão “secreto” e talvez ilegalde Gatsby, deixou esse romance ainda mais perfeito. Fixante. Apaixonante. E o final é tão inesperado, que você mal acredita que isso realmente aconteceu.
Quando vi o trailer do filme, realmente achei que era algo relacionado aos tempos do cabaré, Gatsby fosse o grande cafetão da área, com muitas dançarinas e magnatas querendo todo o amor que o dinheiro pudesse comprar, esperava um estilo tipo o “Burlesque”, mas errei feio.
“O Grande Gatsby” é um romance que está tendo seus dias de glória renovados em pleno século vinte e um, fazendo Fitzgerald se revirar no tumulo de tanta alegria e orgulho. E tenho que dizer que, tem alguém nessa grande fábrica de filmes que não gosta do Leonardo Dicaprio. Putz, já morreu afogado em Titanic, e agora morre na piscina com um tiro! SPOILER SPOILER SPOILER. FOI MAL GENTE! KKKKK’
Realmente não espera um fim tão trágico e triste, com tantas variáveis. Tom, tempos depois se encontra com Nick, e diz que sim, contou para Wilson de quem realmente era o carro que havia matado sua mulher na noite passada. Mal sabia ele que, não era Gatsby que estava dirigindo, e sim, olhem que coincidência, sua mulher, ou seja, Daisy, que mesmo sem saber havia matado a amante de seu marido, que saiu no meio da avenida, pensando ser Tom que estava dirigindo o carro amarelo (já que um pouco mais cedo no mesmo dia, ele havia passado ali para abastecer o carro, que havia trocado com Gatsby, uma longa história que vocês só vão entender se lerem!). Mais não era.
E o mais triste, mais “lonely” da história é que Daisy nem ao funeral de Gatsby foi. Tom com toda certeza sabia da merlin que ia acabar acontecendo, já que Wilson foi até sua casa armado, querendo saber de quem era aquele carro. Tom contou a ele que o carro era de Gatsby, e lá se foi ele, em direção á West Egg, atirar em Gatsby, e vingar a morte de sua mulher, enquanto Tom e Daisy saiam em viajem novamente e deixavam para trás, novamente Gatsby e todo o resto. Fiquei imaginando que se, Nick tivesse aceitado o convite de Gatsby, de estrear a piscina que ele nunca havia usado, a história pudesse ter outro caminho.
Não é um romance complexo, é que tentem me compreender, isso aqui é uma resenha, o meu ponto de vista, a minha opinião, e eu não posso reescrever o livro todo aqui. Pois se pudesse (na verdade eu posso, moro em um país “livre”! Atá, vai nessa!!!) eu faria, de tão perfeito que o livro é.

Uma dica que dou é a seguinte, comprem o livro que vem com o prefácio original, a resenha (que junto vem com um biografia do autor também) e as cartas enviadas por Scott para seu Editor. É maravilhoso ver o precesso, e as criticas engraçadas que Scott faz aos escritores, ás frases na capa do livro, e aos lançamentos de outros livros. Sem falar na parte em que o peito de Myrtle realmente deveria se decepado para dar mais vivaciade á cena. Ele realmente é um genio!
Um romance, que já fez e está fazendo sucesso novamente. 

Obs.: A trilha sonora do filme, tem tudo a ver com o clímax que o livro transparece. Lana Del Rey, Beyoncé Feat. Andre 3000, Florence + The Machine e The XX arrasaram nas interpretações!

27 de maio de 2013

Resenha - Fazendo História (filme)

Cuidado, contém GRANDES SPOILERS!!!

“The History Boys” ou Fazendo história é um filme dirigido por Nicholas Hytner e escrito por Alan Bennett que igualmente escreveu o original para o Royal National Theatre de Londres. Protagonizado por Richard Griffiths(Hector),  Clive Merrison (Diretor escolar), Stephen Campbell Moore (Irwin), Frances de la Tour (Mrs. Lintott), Sacha Dhawan (Akthar), Samuel Anderson (Crowther), Dominic Cooper (Dakin), Andrew Knott (Lockwood), Samuel Barnett (Posner), Russell Tovey (Rudge), Jamie Parker (Scripps), James Corden (Timms), Georgia Taylor (Fiona), Penelope Wilton (Mrs. Bibby) e Adrian Scarborough esta comédia agradável e inteligente sobre oito estudantes turbulentos, mas talentosos, que esperam conseguir entrar em uma das mais prestigiosas universidades da Inglaterra. Nessa busca, eles são ajudados por dois professores, um jovem perspicaz e arrogante e outro, um velho excêntrico e entusiasta, cujas filosofias opostas desafiam os meninos a se confrontarem com o verdadeiro significado da educação e com os valores relativos da felicidade e do sucesso. Adaptado da peça original ganhadora do prêmio Tony e com o elenco original que conquistou o Tony, Fazendo História traz uma visão sedutora, instigante, travessa e engraçada da história, da busca pelo conhecimento e da total aleatoriedade da vida.


“Passem a diante, isso todos vocês podem fazer. Absorvam, sintam e passem a diante. Não para mim, não para você, mais para alguém, em algum lugar, um dia, passem a diante, devem aprender esse jogo, passar adiante!”

“Fazendo História” de Allan Bennett, gira em torno de oito garotos, que no fim do próximo trimestre vão concorrer a uma vaga nas universidades de Oxford e Cambridge.
Após tirarem ótimas notas, o diretor decide intensificar as aulas de história, que eram feitas pela professora Lintott e o professor Hector (mais costumavam dizer que as aulas dele eram mais “conhecimento gerais”), na esperança de que uma boa porcentagem dos oito ingressassem nas universidades. Os alunos sabiam das coisas, das datas, dos acontecimentos, dos fatos em sim, mais eles eram monótonos, sem malícia, sabiam de cor e salteado o que os livros diziam. E reproduziam de certa forma isso. Eis que como um reforço chega o professor Irwin, um verdadeiro homem da renascença, que tenta fazer com que eles de certa forma vejam a história de uma forma diferente, e não apenas como fatos do passado, tenta polir esse conhecimento que os garotos têm.


O filme é um grande e majestoso conflito de crescimento.  Posner é apaixonado por Dakin, que por sua vez está tendo um caso com Fiona, mais que em certo ponto do filme, nos podemos mesmo ver seu interesse pelo professor.
É um filme grandioso, inteligente, CultPop. Com aquele mesmo estilo inglês que tanto me agrada. Cenários bonitos, mais ainda “frios” de certa forma. Não diria que melancolia descrevesse onde tudo se passa, até por que na minha percepção, melancolia não é algo bom. É algo mais provinciano, isso provinciano é a palavra, e meio, sei lá, depressivo, talvez nem tanto até porque o filme é bem engraçado. Mais é um tipo de cenário que faz você querer estar lá, me lembra Hogwarts. Descreveria como cinza.

Com um humor Britânico inteligente e sério em certos aspectos. O filme nos abre as portas da compreensão da humanidade e suas relações aos fatos que se passaram. Nada de hipocrisias ou preconceitos. Um filme objetivo, aberto e bem trabalhado. Com diálogos cheios de citações filosóficas, muita poesia e muita sensibilidade. O confronto de relações entre professor e aluno são seus pontos altos e Deus, que trilha sonora é aquela? Ela injeta um clímax tão, nossa, eu nem consigo me expressar quanto ás musicas. Me lembram os Beatles! E olha que eu nem curto Beatles!

“Sabe, quando eu leio, eu percebo que a literatura só fala mesmo é de perdedores, é consolação, toda literatura é consolação, não me importa o que o Hector diz, eu acho a literatura deprimente.”


Ele borda as temáticas adolescentes de um modo que é tipicamente britânico e se você não está acostumado com isso, pode ser que tenha um pouco de dificuldade em lidar com o teor sexual do filme ou até mesmo achá-lo vulgar quanto á pedofilia que o professor Hector pratica quando dá uma carona aos seus alunos, e no caminho toca nas bolas dele. O teor homossexual do filme, no contexto, até que tem um motivo bem claro. E um tanto machista também, mais não pensem por essa forma okay, pois é tudo história, e segundo a história, lá na Grécia antiga, um dos berços da filosofia, entre si os homens se tinham como ponto o prazer, e as mulheres eram mais para a procriação, assim se dizendo. E talvez nisso tudo, o que mais vai comover vocês, que não tem a mente fechada, é o relacionamento entre professor e aluno. Mais precisamente Irwin e Dakin. A parte mais comovente é quando os garotos estão fazendo as entrevistas nas universidades, e os professores Hector e Irwin estão conversando na porta da diretoria, e Irwin acaba se abrindo, mesmo que de forma reclusa e sem citações, perguntando se o professor Hector já sofreu por um aluno. Você vê as lágrimas nos olhos dele, e a dor que talvez ele esteja sentindo. Um tipo de relação impossível, que se levada á frente poderia tornar ele tão pedófilo quanto Hector.
“- Algum aluno já te fez infeliz?
- Muitas vezes! Encare isso como uma fascinação. Como uma dorzinha rápida mais que nos dá imunidade pelo tempo que for preciso, pode ser necessário um reforço, uma outra carinha, uma outra lembrança da dor, pode ficar com a gente quase a vida toda.
- Amor...”

"Os melhores momentos na leitura são quando se encontra alguma coisa, um pensamento, um sentimento, um jeito de ver as coisas, que você acha especial, particular para você. E ali está, registrado por uma pessoa, alguém que você nunca viu talvez até alguém que já morreu a tempos. É como se uma mão tivesse saído do livro e tomasse a sua...”

A primeira vez em que você percebe que Irwin realmente esta sentindo algo a mais por Dakin, é quando ele e Lintott estão fumando no banco, e ele conta a ela que Posner veio desabafar com ele, contando que ele é homossexual e que está apaixonado por Dakin, e então Irwin diz: “Eu tive pena, mais não insinuei que talvez eu pudesse estar no mesmo barco!”. Dakin que está jogando bola, lá do outro lado, e ao avistar o professor ele acena. Lintott acaba perguntando se também era por Dakin que ele estava se apaixonando mais ele disfarça e diz que não. E o sentimento é recíproco, pois Dakin começa a querer agradá-lo, entregando trabalhos extras, e até escrevendo como ele.
“- Acho que eu estou falando muito sobre ele, a fiona fica louca da vida, e só fico calado quando estou fazendo aquilo.
- Você faria com ele?
- Já andei pensando nisso. Faria, e levaria um pouco de sol pra vida dele. Seria só masturbação!
- E porque você acha que ele faria com você?
... – Eu gosto dele, e seria bom se ele gostasse de mim!”.

Mais o que dá mais dó é que Posner sabe que Dakin gosta de Irwin e que Irwin sente a mesma coisa, segundo ele O Irwin gosta dele e raramente olha para outro... Eu também não olho, e os nossos olhares se cruzam olhando para o Dakin!”. Eu só não entendi o porque tratam Posner como “novo demais”, sendo que ele está na mesma serie que todos e tem a mesma idade dos outros, e também vai para a faculdade como todos ali.
O filme é perfeito, se você não prestar muita a atenção, vai acabar se perdendo em tanta citações históricas, e é isso que torna ele bom, CultPop, injetando mesmo que um pouco, um milésimo, de conhecimento para quem assiste. Esse clímax de que todos os filmes ingleses tem me deixa fascinado. Mesmo com esse ar de conservador, ele mostra que o preconto não existe, juntando Judeus, Mulçumanos, católicos, negros e homossexuais. E realmente seria bom se o mundo fosse assim.
Eu queria poder expressar melhor o que eu senti com o filme, mais é impossível. O filme fala por si! E quero deixar apenas uma observação, o fim é triste, frustrante e perfeito. Se você tiver o mínimo de sensibilidade artística, vai amar a obra em si!
Vou terminar essa resenha com um dos diálogos que mais marcou o fim do filme, e que mais deixou a desejar! Assistam o filme e entenderam!


“- Qualquer outro eu convidadria para um drink. Seria um eufemismo? Um Drink? Dizer um Drink quando queria dizer outra coisa?
- É, é sim!
- É melhor eu esquecer o Eufemismo. Eu só estava sondano o terreno, o que eu queria mesmo é saber se haveria alguma possibilidade de, sabe, eu poder ver você fazendo sexo oral em mim, ou algo do gênero...
{..} – Está bem, vamos marcar então...
- Não! Não me venha com o seu maldito horário de aulas!
- Talvez na semana que vem?
- Semana que vem? Você pode fazer sexo oral na semana que vem mais infelizmente está com muitas aulas! Isso é ridículo! Nós temos tantas coisas pela frente... Custuma tirar os óculos?
- O que?!
- É um começo!
- Não para mim! Tirar os óculos é a ultima coisa que eu faço!
- Vou aguardar ansioso! O que faz nos domingos á tarde? O que vai fazer nesse domingo á tarde?
- Eu vou ver os arquivos as abadia de Roche. É um mosteiro cistercience, fica ao sul de Doncaster. Mais eu acho que tive uma oferta melhor!
- Acho que sim!
- E professor, também não estamos mais no subjuntivo! Vai acontecer!


Obs.: Não deixe de baixar>>>

25 de maio de 2013

Sussurros ao Luar

  

Antes de qualquer comentário ou noticia, um momento para eu respirar por favor!

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Pronto, mais antes tenho que pedir desculpas pra vocês, não tenho certeza, mais acho que em um post que fiz mais no inicio do ano, passei a ordem da serie errada, acabei confundindo o "Chosen at Nightfall" com o "Sussurros ao Luar" e dizendo que ele era o quarto volume da serie, então, me desculpem! Foi apenas um erro no engano! :)

Mais agora vamo que vamo meu povo, acabei descobrindo essa semana, no blog de uma colega de profissão, o lançamento de "Sussurros ao Luar", 4º volume da série "Acampamento Shadow Falls" da escritora C. C. Hunter, uma das melhores autoras do estilo "YA Sobrenatural".
O livro, publicado em terras Brasileiras pela Editora Jangada (selo do Grupo Editorial Pensamento), já está á venda na Livraria Saraiva meus Queridos. No exterior a série possui cinco volumes publicados, sendo que o último foi lançado no mês passado. Nesse quarto livro, Kylie tem que enfrentar uma gangue de marginais que querem vê-la morta e um avô misterioso que deixa bem claro o quanto desconfia de Shadow Falls. Segue ai a capa e a sinopse pra vocês!

Sinopse: "Em um acampamento cheio de lobisomens, vampiros e fadas, Kylie Galen sempre lutou para descobrir o que ela é. Agora, ela finalmente sabe a verdade, mas ela ficou com mais perguntas do que respostas. Ela não tem ideia do que sua herança significa ou como aproveitar seus novos poderes. Tudo o que ela sabe é que ela precisa resolver seus sentimentos por Derek, o sexy Fae, que acabou de confessar o seu amor, e Lucas, seu namorado lobisomem que parece não estar comprometido tanto quanto ela gostaria. Todo esse tempo, Kylie lida com um grupo de bandidos subterrâneos que querem vê-la morta e um avô misterioso, que deixa claro que ele não confia no FRU... ou Shadow Falls. Logo Kylie terá que escolher: Será que ela vai ficar com a nova família que ela formou em Shadow Falls, ou será que ela vai com seu avô e abraçar o seu destino?"

24 de maio de 2013

A magia do Anoitecer

Nossa linda Eitora LeYa, anunciou que o segundo volume da série "O Trono do Sol", escrita por S. L. Farrel (pseudônimo do escritor Stephen Leigh, ahh, como esse pessoa, curte um alter-ego né!) será publicado no mês que vem, e junto com essa informação também soltou a Capa e a Sinopse do "O Trono do Sol: A Maiga do Anoitecer". Lá na gringa o livro já possui três volumes publicados, e a história em si, é bem ao estilo M. M. Martin, que por sua vez comentou: 
"Uma mistura deliciosa de política, guerra, religião e feitiçaria em um mundo repleto de imaginação. Um lugar fascinante, e que estou ansioso para visitar de novo." 
O autor diz que tirou muitas de suas ideias viajando pela França, em especial na região do vale do Loire e que Nessântico não é exatamente a França, mas que vários detalhes na cidade fictícia foram tirados de lá. Aqui estão às palavras de Martin que exemplificam bem esse novo mundo:
"Nessântico é habitada por lordes arrogantes, manipuladores, mendigos, padres, hereges, fanáticos, espiões, assassinos, torturadores, e damas sedutoras".
Confiram então ai, a Capa e a Sinopse de “A Magia do Anoitecer”.


Sinopse: "Jan ca´Vörl está agonizando os últimos instantes de vida, e quem se tornará o novo hïrzg de Firenzcia: Allesandra, a filha raptada pela archigos Ana ca´Seranta, ou o ambicioso Fynn? O Trono do Sol também se encontra “vazio” à espera da maioridade do frágil Audric ca´Dakwi, filho de Justi e herdeiro de Marguerite ca´Ludovici. Essas posições de poder são mais disputadas do que se aparenta e nesse cenário de desolação e desconfiança, assassinatos inesperados mudam as peças do tabuleiro: amigos podem se revelar inimigos, laços de sangue tornam-se fatais e os mortos podem mostrar-se ainda com alguma influência sobre esse jogo de poder. Para esquentar ainda mais essa trama, um novo personagem chama a atenção pelo seu ar de mistério envolvente: a Pedra Branca. Neste segundo livro de O ciclo de Nessântico, S. L. Farrell confirma sua habilidade em criar personagens instigantes, ambíguos e fascinantes, inseridos num mundo onde magia, poder e sedução estimulam a imaginação de leitores ávidos por essa atmosfera de suspense e de fantasia sempre com algo a ser desvelado."

23 de maio de 2013

Dos Bailes para a Fama

Eu realmente acho que não cheguei a comentar sobre o lançamento do primeiro volume da trilogia "Sábado á Noite" quando ele foi lançado, mais dando a minha zanzada básica pela rede mundial de computadores, acabei encontrando o anuncio do segundo volume da trilogia. Que de verdade, me chamou a atenção por causa do All-Star vermelho que o cara na capa usa. Achei muito legal mesmo!
Foi anunciado a capa e a sinopse do livro que trouxe, a já famosa blogueira, Babi Dewet ao top dos livros mais vendidos. "Dos Bailes para a Fama" será lançado mês que vem, entrando naquele nicho de "Fanfic's da Internet", a história girava em volta da banda britânica McFly. Depois do sucesso que fez foi publicada de forma independente por Dabi que por fim assinou um contrato com a Editora Évora, que por sua vez republicou o primeiro volume pelo selo "Generale".
Eu trouxe pra vocês a Capa e a Sinopse do livro, e enpero que curtam o All-Star tanto quanto eu! kkk'

Sinopse: "Amanda está sozinha. A garota mais popular da cidade agora é o novo alvo de insultos no colégio. Suas amigas se sentem traídas e seu melhor amigo não quer nem saber da versão dela da história. Também, ela é a culpada por ele ter ido embora. Ela é a culpada pela banda ter chegado ao fim. "Podemos ser muito mais do que as pessoas acham que somos", não foi isso que Daniel disse para ela quando partiu sem ao menos se despedir? Pois Amanda irá provar para todos que mudou. Sua amizade com Kevin ficará cada vez mais forte, superando todo tipo de preconceito, e ela irá atrás do perdão de seus amigos. O segundo volume da trilogia "Sábado à Noite" fala mais uma vez sobre amizade, superação e um amor que vem sendo construindo com o tempo. Entre brigas e partidas de paintball, bailes aos sábado com novos integrantes e um festival de música que irá mudar a vida de todos, Amanda e Daniel tentarão se acertar. Já os marotos, antes tão detestados, agora serão as celebridades da vez. Será que eles terão maturidade suficiente para enfrentar essa nova fase e conquistar os corações das suas amadas?"

22 de maio de 2013

Amante Finalmente - 11º volume!!!

  
  
  

Ufah, não sei o que deu mais trabalho, organizar todas essas capas ai em cima, com seus respectivos links, ou escrever o post em si. E ainda dizem que vida de Blogueiro é fácil! #PELAMOR!
Foi divulgada pela Editora Universo dos Livros a Capa e a Sinopse do décimo primeiro volume da série Irmandade da Adaga Negra, da escritora J. R. Ward.
"Amante Finalmente" foi publicado na gringa no dia 26 de março e aqui no Brasil ele está marcado para chegar ás livrarias dia 30 de agosto. E adivinhem só, ele também já está em Pré-Venda Aqui e Aqui também!!!
A série conta a história de uma mortal guerra entre vampiros e redutores, ambientada em CaldwellNova York. Cada volume do livro é protagonizado por um casal diferente, sendo assim possível conhecer bem todos os personagens enquanto ainda seguindo os acontecimentos das vidas dos antigos, e nesse em especial é centrado em Blay e Qhuinn, o que faz dele o primeiro volume protagonizando um casal homossexual da saga, e olha que não é em comemoração á liberação do casamento entre casais homoafetivos ein!!!
Trouxe a Capa e a Sinopse do livro pra vocês também. Só me pergunto o como essa escritora consegue escrever tanto... Dá até fadiga em pensar!

Sinopse: "Qhuinn está acostumado à solidão. Repudiado por sua linhagem e evitado pela aristocracia, ele finalmente encontrou uma identidade como um dos lutadores mais brutais na guerra contra a Sociedade Redutora. Mas sua vida não está completa. Mesmo que a perspectiva de ter uma família esteja ao seu alcance, ele está vazio por dentro, com o coração entregue a outra pessoa.
Blay, depois de anos de amor não correspondido, acredita já ter superado Qhuinn. E já era hora: o homem parece ter encontrado o seu par ideal em uma fêmea Escolhida, e eles terão um filho, exatamente como Qhuinn sempre quis. O destino parece ter levado a vida desses vampiros soldados em direções diferentes.
Mas a batalha pela liderança da raça se intensifica, e os novos jogadores na cena de Caldwellestão criando um perigo mortal para a Irmandade. Qhuinn finalmente descobre a verdadeira definição de coragem, e os dois corações que estão destinados a ficar juntos… finalmente se tornam um."

21 de maio de 2013

Allegiant

 

"Insurgente" mal foi lançado aqui no Brasil pela Rica da Rocco, e já temos a capa do e o nome do terceiro e último livro da série distópica escrita por Veronica Roth. O titulo de "Allegiant"  havia sido anunciado no dia 18 do mês passado pela propria autora no Twitter (por meio de um video), e um pouco depois, a capa foi mostrada ao mundo pelo programa Todat Show, onde a autora foi entrevistada. O ultiomo volume da serie já está em pré venda na Saraiva, mais só será lançado mesmo no dia 30 de Novembro. 
Trou tudo pro cês galera, Capa, Sinopse e o video de anunciamento do Nome do livro. Curtam ai:

Sinopse: "E se todo o seu mundo era uma mentira? E se uma única revelação – como uma única escolha – mudou tudo? E se o amor e a lealdade fez você fazer coisas que você nunca espera? A conclusão explosiva para o # 1 best-seller New York trilogia Divergent de Veronica Roth Times revelou os segredos do mundo distópico que cativou milhões de leitores em “Divergente” e “Insurgente”" 

20 de maio de 2013

Resenha - Bela Maldade

Cuidado, contém GRANDES SPOILERS!!!

Nome: Bela Maldade
Autor: Rebecca James
Editora: Intrínseca
Ano: 2011
ISBN: 9788580570816
Skoob: Livro

Sinopse: "Após uma horrível tragédia que deixou sua família, antes perfeita, devastada, Katherine Patterson se muda para uma nova cidade e inicia uma nova vida em um tranquilo anonimato. Mas seu plano de viver solitária e discretamente se torna difícil quando ela conhece a linda e sociável Alice Parrie. Incapaz de resistir à atenção que Alice lhe dedica, Katherine fica encantada com aquele entusiasmo contagiante, e logo as duas começam uma intensa amizade. No entanto, conviver com Alice é complicado. Quando Katherine passa a conhecê-la melhor, percebe que, embora possa ser encantadora, a amiga também tem um lado sombrio. E, por vezes, cruel. Ao se perguntar se Alice é realmente o tipo de pessoa que deseja ter por perto, Katherine descobre mais uma coisa sobre a amiga: Alice não gosta de ser rejeitada..."

***

"Eu deveria ter ido ao enterro. Não teria precisado chorar nem fingir desespero. Poderia ter rido amargamente ou cuspido na cova. Quem se importaria? Se eu ao menos tivesse visto baixarem o caixão á sepultura, jogarem terra no tumulo, teria mais certeza de ela realmente está morta e enterrada!"

Todos temos segredos, mesmo os mais certinhos, escondem algum segredo. Alguns bobos e infantis, outros sombrios e aterradores. Katherine tinha um segredo. Um segredo que a seguia a todo lugar, a todo instante. Um fardo que ela levava consiga a mais ou menos dois anos. Mais ela merecia. Era o preço a se pagar. Pelo menos ela pensava assim.
Katherine se privava de se sentir feliz, morava com sua Tia Vivien em Sydney. Não tinha amigos no colégio, na verdade não queria. Gostava de ficar sozinha, lendo, estudando, e quando ela pensava em amigos, lembrava que eles poderiam descobrir seu segredo, e tudo viraria um inferno de novo.
Mais eis que Alice aparece. Encantadora, amável, livre. E Katherine não consegue dizer não. E então, por causa de um convite para sua festa, e um elogio, Katherine decide tentar de novo. Transforma Alice em sua melhor amiga. Se sente viva, reanimada, talvez Alice houvesse trazido calor á vida fria e culposa de Katherine. No pacote também veio Robbie, louco incondicional de amor por Alice, e um cara que logo se torna grande e importante amigo de Katherine. A verdade era, Alice queria atenção, queria ser o centro de tudo, e os dois sabiam disso, e até então tudo isso era engraçado, era um jeito engraçado e bem pessoal de se ser. Um jeito um tanto quanto único, assim como Alice.
Katherine, a pedido de seus pais então, resolve levar Alice para passar um final de semana com eles, aproveitando para apresentar uma amiga, mostrar que está seguindo a vida e eis que tudo é revelado. Katherine, depois de passar um jantar inteiro tentando tirar o nome de sua irmã Rachel, morta, das conversas, não teve outra opção a não ser dividir com Alice o que realmente havia acontecido. Rachel havia saído com ela e uma amiga, para um festa, onde só estariam pessoas mais velhas, e acabou embriagada,bêbada em todos os sentidos. Alguns rapazes se ofereceram para ajudar a levar as duas para casa, já que era bem tarde, e andar mais de quarenta minutos com uma garota desmaiada de tão bêbada era impossível. Katherine aceita a corona e acaba caindo em uma emboscada. É presa em um barraco enquanto sua irmã é estuprada. Katie consegue fugir, e ver a cena, corre o mais rápido que pode, e chama por ajuda, mais era tarde. Rachel já estava morta. E Katherine se sentia culpada por isso, se ela não tivesse levado Rachel para a festa, se não tivesse deixado ela beber, se não tivesse aceitado a carona, se não tivesse fugido talvez eles estuprassem as duas e as soltassem...Mais já era tarde demais para os “se” da vida.
Alice de certo modo acaba fazendo bem aos pais de Katherine também, traz um pouco de vida á eles. Katherine á muito tempo não via sua mãe tão alegre daquela forma, tão leve. Alice parecia um anjo que veio dos céus para transformar a vida cinza de Katherine e sua família, novamente colorida. Mais tudo muda quando Alice reencontra Ben, e então Katherine realmente vê quem ela é na verdade. A maldade então aparece... Ou a loucura.

"Olho para baixo, seguro meus seios, um em cada mão, e ergo-os. Estão pesados, cheios, sensiveis.
- Meu Jesus! Não estão? Como diabos não percebi?
- Ocupada demais trepando entusiasmadamente?
- É claro!"

Não diria que foi minha melhor leitura esse ano, nem também a pior. O começo é cansativo, e a história deixa um pouco a desejar. É meio monótona, sentimental, e isso cansa. Certas partes são ótimas, mais isso não torna o resto bom. Foi bem pensada, obvio, amei como a autora dividiu tudo, organizou a bragazza toda. Em si ela se divide em três tempos:

Futuro, onde Katherine tem uma filha, Sarah, e narra o seu ódio por Alice e narra sua viajem até a estação de esqui onde reencontra Robbie.
Presente, onde Katherine conta como tudo aconteceu depois da morte de sua irmã, Rachel, em Sydney, onde mora com a sua Tia, e acaba conhecendo Alice e Robbie, e começa então a trilhar para mais um desfecho.
E por ultimo, Passado, onde ela explica, depois de muito vai e vem, o que realmente aconteceu com Rachel, no dia em que foi assassinada.
Depois de ler Gossip Girl eu realmente esperava mais maldades nesse livro, mais ele é bem Light. É gostoso de se ler depois que passa da pagina sessenta, setenta. Mais não é nada que vá mudar sua vida. A trama engloba muita mentira, muito drama, muito ressentimento e culpa, nem é tanto segredo e sim mais omissão.
Alice é adotada e odeia seus pais adotivos. Sua mãe verdadeira é uma rippie rica, que para suprir a ausência de quase uma vida toda de Alice, paga tudo do bom e do melhor para ela (frutos de uma herança deixadas por seus pais, avós de Alice). Logo de inicio dá pra se perceber que esse seu temperamento meio individual vai dar em merda. Alice só pensa nela, quer ser o centro de tudo, de todos, quer as atenções, que estar incluída. Só que ninguém sabe o seu derradeiro segredo. Tudo, talvez toda essa história de amizade não passou de uma mentira, uma forma de se aproximar de Katie, que havia se mudado para a sua escola, e dessa forma tentar se vingar da menina que acabou com a vida do seu irmão, e o taxou diante da sociedade como um assassino. Grant? Não, pensem melhor... Sean, o garoto de rosto bonito mais obeso. Até então nem havia pensado na possibilidade de o irmão de Alice ser um dos culpados, mais tudo se encaixa. A máscara de Alice finalmente cai, e ela se mostra o quão psicopata ela é. Por que? Por que Sean estava lá, não estava sendo forçado, foi por vontade própria, vendo o estupro, e não fez nada, ele sem duvidas era culpado, mais Alice não via isso, acabava dando a desculpa de que ele sofreu muito na infância, que era pobre e sem estrutura... Mais os fins não justificam os meios. Na verdade a história toda, se você pensar bem, acontece por causa de Alice, graças ao seu plano de vingança Katherine conhece Robbie, acaba esbarrando com Phillipa e consequentemente Mick. No fim, graças á Alice Katie sofre mais, mais ainda assim volta a ser feliz.
Ainda assim, com toda a “trama”, ainda não me conformei com o fim, com Mick morrendo para tentar salvar Alice. Se fosse eu, deixaria ela lá, para que Iemanjá a levasse, por que, PFVR, ela não merecia nem as doses que tomava! Mais, lógico que gostei do final, que na minha humilde opinião foi uma das melhores partes do livro, Katherine reencontra Robbie na estação de esqui, e tudo volta. Um novo recomeço para Katie e Sarah, sua filha com Mick.
“Não quer? Ou está com medo? ... – Não sei – dou de ombros – Com medo, eu acho.... – Por quê? – Phillipa levanta as sobrancelhas – Por que ele poderia morrer?”.
Katherine perdeu Rachel, logo depois num ato insensato de Alice, acabou perdendo Mick, e quando surge a oportunidade de começar de novo, com Robbie, logo após reencontra-lo, ela tenta recusar, talvez com medo de perder tudo mais uma vez. Mais graças a deus Pip consegue por algo de bom em sua cabeça, e fazer com que ela aceite o telefone de Robbie.
Robbie morava com o pai, sua mãe faleceu a alguns anos, e desde então ele mora com seu pai, como se sua presença o fizesse ficar melhor. Robbie, coitado, sempre amou Alice. 
“Ela é como uma droga. Nunca tomo o bastante... Sei que ela me faz mal, sei que nunca serei feliz com ela, mais não consigo me controlar. Não importa o que faça comigo, eu simplesmente volto pedindo mais.”.
E olha que ela judia muito dele. Até o traiu, se é que se pode dizer trair já que os dois não tem nada além da amizade, durante as férias numa estação de esqui. Mais ainda assim Robbie não desiste, ama o jeito Alice de Ser, sua leveza, sua beleza, ama Alice como nunca amou a ninguém, e engole todos os sapos do caminho, e ainda continua amando. Mais então ela acaba saindo com seu pai, e ele descobre. Esse é o ponto final da história dos dois. Ele muda pra Europa para trabalhar na estação de esqui, e para de falar com seu pai, que era a vitima em tudo isso, por quase um ano.
Alice não está tanto para “maldosa” quanto dizem, ela apenas é louca, e espera por uma justiça que em sã consciência não existe. Está cega de ódio por Katherine ter nascido em uma boa família enquanto ela e seu irmão, foram separados no orfanato e passaram por tudo que passaram, está com raiva por, em sua mente doente, Katie havia cometido um crime.
Rachel era a prodígio, sempre tímida e na sua, amava tocar piano e tinha talento para tal, passava horas treinando para o recital. Sua vida era a musica (que ironia a Katherine namorar um musico né!). Sempre Rachel estava em primeiro plano, tinha um futuro de dar inveja. Katherine era descolada, popular, ao contrario dela, mais Rachel tinha tudo para ser melhor que ela mais para frente. Era linda, inteligente e talentosa. Fiquei pasmo quando Katherine deixou ela, uma criança de 14 anos toma litros e mais litros de vodca, obvio que ia dar merda né gente!  E deu no que deu, Rach acabou levando o famoso “Boa noite Cinderela”, e caiu no sono. Eles até tentaram fazer o mesmo com Katie mais ela apenas fingiu beber. E eu me pergunto, se ela tivesse realmente bebido, a história seguiria outro caminho não. Afinal ela desmaiaria e a chance de acordar horas depois, viva ao lada de rach era maior. Mais ela não bebeu e aconteceu tudo o que aconteceu. Foram levadas para o subúrbio, pararam numa estrada qualquer, foram para o meio do mato, Katherine foi trancada numa cabana pelo Grant, de onde conseguiu escapar depois de muito esforço e acabou vendo a cena:
“Rachel estava deitada no chão, ao lado dele. Ela estava de costas, a saia embolada em volta da cintura. Grant estava de joelhos entre suas pernas abertas. Movia-se para trás e para frente, enfiando-se nela. Rachel gemia baixinho a cada vez, os outros rapazes estavam encostados no carro, olhando. Os filhos da puta estavam estuprando minha irmão. Minha irmãzinha!”.
Os traços acabam ganhando forma, e a história ganha um guinada que até alegra um pouco. O que realmente me deixou meio, entediado com o livro, por assim se dizer, foi essa vontade excessiva da autora em tocar no assunto “Segredos” e fazer você acreditar que todo mundo tem pelo menos um grande segredo obscuro escondido no fundo da sua alma e trancado a sete chaves, ou pelo menos tentar fazer você acreditar nisso! Katherine tem um segredo, ok, entendi. Só que no decorrer dos capítulos, ela tenta de qualquer forma achar uma razão que tire a culpa de Katherine em guardar esse segredo. Alice tem segredos, tudo bem, mais ela fala de uma forma, como se Alice esconder certas coisas de sua intimidade justificasse os segredos que Katherine guarda, sendo que não tem nada a ver uma coisa com outra.

Sei que essa resenha ficou longa e LOTADA DE SPOILERS, mais no fundo, creio que a história é legal. Nada demais, mais não deixa de ser legal. A autoira concluiu toda a trama de uma forma legal, e um tanto quanto inesperada. Achei no inicio que o pai de Sarah, filha de Katherine, fosse Robbie, mais daí entra mais personagens e a história acaba ganhando cor. Acho o seguinte, lógico que você não deve se deixar levar pelo que eu escrevo, essa é minha opinião, eu posso ter achado sem sal, mais você pode ler e amar. E se isso acontecer, comenta aqui o que achou, ficaria feliz em saber!