30 de dezembro de 2016

Última Resenha do Ano - Um ano inesquecível

Cuidado, pode ter alguns Spoilers!!! Mas leia mesmo assim!


Livro: "Um ano inesquecível"
Autor: Paula Pimenta, Babi Dewet, Bruna Vieira e Thalita Rebouças
Editora: Gutemberg
ISBN: 9788582353110
Ano: 2015
Páginas: 400
Skoob: Livro
Estrelas: 3 - 1.5 para a Paula e 1.5 para a Babi

Sinopse: “Dizem por aí que os melhores momentos da vida são vividos na adolescência. Os primeiros amores, os encontros, as festas, as viagens, as surpresas… E são sempre os instantes inesperados que transformam um dia comum em uma lembrança especial, daquelas que nunca deixarão de nos acompanhar.
Este é um livro sobre esses momentos doces e sensíveis que não se apagam da memória tão facilmente. Quatro contos, em quatro estações do ano, sobre jovens que passam por vivências e sentimentos intensos. Paula Pimenta nos leva em uma viagem de inverno. Babi Dewet conta como um outono pode mudar tudo. Bruna Vieira mostra a paixão brotando com a primavera. E Thalita Rebouças narra um intenso amor de verão. Histórias de um ano inesquecível que vão ficar para sempre”.

***

"Eu acredito em você. Ás vezes a gente pensa que está gostande de alguém, e não passa de uma ideia fixa", Pag. 96.

Sobre as autoras
As responsáveis por essa antologia de contos sobre as quatro estações do ano são ninguém mais, ninguém menos que as “it girls” da literatura nacional. Sendo elas: Paula Pimenta – mineira autora de séries conhecidas nacionalmente, como por exemplo “Fazendo meu filme”, “Minha vida fora de série” e “Princesas Modernas” -, Babi Dewt – carioca responsável pela série “Sábado á noite” e do recentemente lançado “Sonata em Punk Rock” -, Bruna Vieira – it girl do momento, mineira e escritora da série “Depois dos quinze”, “Bruna Vieira em quadrinhos” e recentemente “Eu não sei nada sobre o amor” – e Thalita Rebouças – realmente, preciso apresentar? A carioca tem 16 anos de carreira literária e mais de 20 títulos publicados, sendo o mais recente “Confissões de Uma Garota Excluída, Mal - Amada e (Um Pouco) Dramática”, publicado pela editora Arqueiro.

"Take a sad song, and make it better", Pag. 148.

Sobre o livro
A premissa é simples. Quatro estações do ano, quatro garotas diferentes. Quatros histórias. Quatro romances diferentes. Temos um romance de inverno – que acontece no Chile -, temos um romance de outono, em plena avenida paulista, repleto de música e podcasts, temos um romance de primavera e toda aquela tensão de final de ano, provas e futuro e por fim, um romance de carnaval, regrado a paparazzi, brigas e fofocas.

"Se você não pode ser quem as pessoas querem que você seja, torne-se a pessoa que elas não conseguem ser", Pag. 213.

Sobre o que esperar
Olha, não esperava não gostar, do jeito que eu não gostei, desse livro. Eu realmente entrei nessa leitura com as expectativas lá em cima e a cada conto a coisa foi decaindo. Afinal, tirando a Paula Pimenta, que eu já conhecia mais ou menos como era a escrita dela, eu ainda não havia lido nada das outras três escritoras. E preciso dizer, foi difícil.
O primeiro conto é o da Paula. Uma semana de férias na neve para curtir um tempo em família, no CHILE, quem não iria gostar? Pois é, a Mabel não gostou. Preferia ficar essa uma semana no sitio da amiga, acampando com o cara que deu um pé na bunda dela. Sério, Mabel me irritou de um jeito, que eu tive vontade de realmente bater nela. Que garota chata, insuportável. Sempre chorando pelo Igor, um cara escroto, que traiu a namorada com ela e ainda assim ela acreditava que ele a amava e só estava ainda com a namorada por dó. Mabel, eu tenho dó de você. Mas um ponto positivo da escrita da Paula é que no final, independente do quão insuportável seja o caminho até o final, você fica apaixonado. E isso é verdade. Eu realmente amei o final do conto.
O da Babi Dewet foi o mais gostosinho de todos. Eu realmente gostei bastante da forma com que ela caminhou em sua história. Algumas partes clichês? Sim, são sim. Mas é bom. É interessante, te prende na história e isso é muito bom. O tema abordado também é bem legal. Gostei da Anna Julia, gostei do João Paulo e amei o cenário. Afinal, a Paulista é sempre um bom local para se iniciar um grande amor. Achei repetitiva essa coisa de falar sempre sobre musica – vide o tema dos outros livros dela -? Achei sim, mas ela fala desse tema com um amor, de uma forma tão concisa e certeira, que fica difícil não amar.
Dai chegamos ao da Bruna Vieira. É. Bom, eu tinha muitas expectativas. Muitas. Afinal, a mulher não faz sucesso a toa. Não tem milhões de seguidores a toa. Não tem todos os tipos de negócios a toa. Mas gente, eu não gostei. Não sei se foi o tema, o enredo, a forma como tudo foi feito. Jasmine tem dezessete anos, mas parece que tem quatorze, e age como se tivesse treze. E essa coisa de rixa de escola, de “você roubou o homem que eu amava na oitava série”... Ah gente. Isso sem falar no constante “Eu vou fazer o que eu quero ou vou seguir o plano dos meus pais?”. Difícil.

"Umas pessoas têm talento, outras têm um dom especial, algumas têm facilidade para aprender línguas. Eu tenho fome", Pag. 312.

Por último, Thalita Rebouças. Foi nesse conto que eu vi que estava no lugar errado. Que eu realmente entendi que estava lendo algo que no fundo não foi pensado e feito para mim. Não sei se todos os livros dela são assim, desse jeito, com esse tipo de enredo e escrita... Mas se forem, olha, não sei o que esta acontecendo. Ela escreve bem? OBVIAMENTE. É aquele tipo de escrita que a narradora participa ativamente, dando opiniões sobre o que está acontecendo, mas é tão, mas tão infantil. Não, infantil não, adolescente. Adolescente até demais. E foi quando eu entendi isso, que esse livro não tinha como público alvo a minha pessoa que eu desisti de tentar gostar. Eu apenas li até o fim e agradeci quando terminou. Sério.
Fico triste em terminar o meu ano, a minha meta de leitura, com um livro assim. Achei que esse seria um final perfeito para a minha meta de leitura do ano. Mas pelo visto, não deu muito certo não. Cada um dos contos conseguiu me tirar do sério de alguma forma. Seja a garota cega que não ouvia as amigas e não entendia que o cara era um cafajeste e não a amava – garota essa que tem 14 anos, gente, com 14 anos eu brincada de passa poste! -, ou seja a menina que levou um pé na bunda há um ano e ainda chora constantemente por causa de uma cara trouxa que tem chulé...
Se você gostar de temas assim, adolescentes até demais, então é tiro e queda, vai amar esse livro. Se não, apenas desista e passe para outro título. Claro, que essa é a minha opinião, não significa que você vai ler e odiar, você pode até amar, vai saber. Livro é questão de chance, dê uma chance e se surpreenda.

Triste porém feliz, livro 55 de 55 lido e resenhado com sucesso <3

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