26 de agosto de 2013

Resenha - Sex and The Desastre

Cuidado, contém alguns GRANDES SPOILERS!!!

Nome: Sex and The City
Autor: Candance Bushnell
Editora: Galera Record
Ano: 2003
ISBN: 8501065986
Skoob: Livro

Sinopse: "SEX AND THE CITY, de Candace Bushnell, foi o livro que inspirou a série homônima que se tornou um dos maiores sucessos na TV nos últimos anos. Com mais de um milhão de exemplares vendidos nos Estados Unidos, SEX AND THE CITY conta histórias picantes e divertidas de quatro amigas em Nova York. Observando os lugares da moda, as festas, o que usam, fazem e falam os ricos e colunáveis nova-iorquinos - e se inspirando em experiências para lá de pessoais - Candace Bushnell abasteceu por anos a fio sua coluna Sex and the city, publicada no jornal The New York Observer. Curiosamente, logo após o término de seu affair com o igualmente badalado, bonito, glamouroso e então editor da revista Vogue, Ron Galotti, a jornalista decidiu reunir 25 de suas crônicas em um livro, que mais tarde deu origem à cultuada série de TV. Inaugurando uma nova - e nada romântica - perspectiva para as mulheres de trinta, Bushnell usa e abusa de seu alter-ego, Carrie - como a autora, uma louríssima escritora balzaquiana de Connecticut -, cujo hilário e tumultuado romance com Mr. Big - personagem que tem muitas semelhanças com o ex da escritora, Galotti - é gancho para o desenrolar das aventuras amorosas da protagonista e suas fiéis amigas, Samantha, Miranda e Charlotte. Um relato quase antropológico e muito divertido do comportamento sexual e amoroso das mulheres de trinta e poucos anos, SEX AND THE CITY é um livro inesquecível e inovador, que criou algumas das mais ousadas e divertidas personagens da história da televisão. Candace Bushnell, aos 43 anos tornou-se uma das jornalistas mais populares de Nova York com sua coluna Sex and the city, publicada no The New York Observer. A autora do romance Quatro louras, que chegou às principais listas de mais vendidos dos Estados Unidos, mudou-se para Manhattan aos 18 anos e nunca abandonou a cidade que adotou, e da qual tornou-se uma de suas melhores cronistas. "Sex and the city resume a atmosfera alucinante de Nova York com uma originalidade incrível." - Washington Post Book World "Um livro inovador com um realismo que rivaliza com A fogueira das vaidades, de Tom Wolfe." - The Wall Street Journal "Candace Bushnell é uma observadora arguta e maliciosa de seu universo imerso em Chateau Latour." - Time "A autora é uma estilista brilhante que denuncia as mazelas da alta sociedade." - Newsday "Hilariante. Candace Bushnell é uma autora de estilo primoroso, dona de um humor cheio de malícia e uma compreensão aguçada do comportamento humano." - People "Candace Bushnell é uma escritora brilhante." - Los Angeles Times "Fascinante e inesquecível." - Kirkus Reviews "Viciante. Uma coleção de esquetes espirituosos e socialmente relevantes." - Elle".

“- Camisinha Garrick – Sussurrou. – Consegue dizr camisinha? C-A-M-I-S-I-N-H-A. Se seus pais tivessem usado isso, talvez você nem estivesse aqui.
Garrick estendeu a mão e pegou o pacotinho.
- Camisinha – disse.”

No primeiro livro da serie Gossip Girl tem um comentário assim: “Sex and the City para adolescentes”.
Ok.
Ah...
No!
Não tem como comparar Gossip com esse livro. Com a serie de televisão sim, tudo bem, mais com o livro propriamente dito, não. Eu tenho que aplaudir com os meus pés enquanto assovio com as mãos para o roteirista do seriado que transformou o livro nesse seriado de sucesso e em dois filmes maravilhosos.
Vejam, não que o livro seja péssimo, até porque odeio falar mal de um livro, eu também escrevo e sei o quão ruim é ver alguém falando mal da sua cria. Acho que não precisa de tanto, o que eu não gostei outra pessoa pode ter amado. Entendo que o livro é nada mais que as crônicas que Carrie escreve no seriado e tals, mais eu acho que ficou muito... Solto. Sem nexo. Muitos nomes, muitas pessoas, pouco cenário, pouca descrição. Para uma coluna de Jornal, tudo bem, eu amaria ler, e não conseguiria esperar pelo próximo, mais como livro eu creio que não agradou muito. Não me senti acolhido pela história, sendo levado a um mundo totalmente novo. Senti meio que repulsa por ele – tá, repulsa é uma palavra muito forte. O livro não se encaixa em gênero algum. Tem humor, tem um pouco de romance – tá, só que não – muito sexo, mais não é nada tão erótico. O Humor é um pouco negro, talvez, mais ainda assim não é uma coisa que faça você ler, parar para rir, e voltar a ler. Creio que, juntar tudo isso, não foi uma boa escolha!

Vamos lá.
O texto em si é muito bom, a escrita é simples e ao mesmo tempo bem requintada, com nomes de bares, restaurantes, bairros e hotéis em inglês, gosto desse tipo de inclusão cultural. Também dou certo credito á livros que usam palavra de baixo calão, como trepar, gozar, se fuder e etc. Isso humaniza a história, deixa ela mais real. Se falar que o humor da escrita é bem legal.

O que me deixou meio perdido foi essa coisa das crônicas. Eram muitas pessoas diferentes, e acaba que todas, em minha cabeça, se parecem as mesmas. Não consegui ver algo que realmente me prendesse ao livro e me fizesse vontade de dizer: “Nossa, eu preciso continuar a ler!”. Tanto que quase desisti dele umas 3 vezes. Sou contra parar de ler um livro no meio, então sempre que pensava assim, eu meio que desistia da ideia.
Podem me chamar de burro, ou lerdo, mais fiquei perdido na narrativa. Na verdade não sei descrever quem narra. Em um momento a narradora faz parte da história, conversa com pessoas, em suma maioria ricos, e com algum tipo de pé na calçada da fama. Outras horas ela não passa de uma narradora, contando os causos de Carrie. Que sinceramente, esperava ver mais dela. E não pequenos trechos envoltos em várias crônicas que não se agregam em nada ao contexto “Carrie” da história.
Usei a palavra ‘repulsa’ ali em cima, por que, eu sou um apaixonado por New York – se bem que ultimamente tenho trocado as ruas movimentadas de NY pela ruas cinzentas, molhadas e com um tom Folk/Aternativo da nossa querida Inglaterra – e ver a forma com que tudo se resume no livro me deu certo nojo. Pessoas ricas, acima de 30 anos, que só pensam em sexo e em grande maioria taxam tudo e todos com a finalidade de observar o ritual de acasalamento da alta – e baixa – sociedade do Upper East Side. Uma coisa que não falta é a reclamação de que em Manhatan ninguém consegue se casar, ainda mais mulheres bem de vida com mais de 35 anos. Ok, pode até ser um fato, mas elas não ajudam em nada, pensando apenas em Sexo, Menage, Swing e mais sexo. É como se reclamassem por não conseguirem se casar, mais se proibissem de mudar de hábitos para tal.

Quando você começa a curtir uma das crônicas, começa a se identificar com os personagens, com o cenário, escasso e quase sempre igual aos outros, o capitulo termina, e começa outra coisa, totalmente diferente, daí sua cabeça pira. “Mais que Porra é essa?” você pensa.
A Carrie em si, que é a alma do Seriado e dos Filmes, tem um papel minúsculo nesse livro. O que vi foi uma Carrie totalmente “The O.C – Um estranho no paraíso”, alocada, sem muita ação, boba, que se deixar levar por um Mr. Big totalmente desprezível. E que fim é aquele? Que fim mais horrível e sem nexo foi aquele.
Suas amigas quase não são citadas, e os personagens legais, como Bráulio, Sam Skipper, Stanford, Amalita e muitos outros, que deveriam ter um papel um pouco maior são deixados de lado. Talvez esse tenha sido o erro de Candance. Não fazer com tudo se junte, mesmo que não tenha nexo em nada daquilo. Ela deixou os personagens soltos. TUDO BEM, são Crônicas e tal, mais esse não é um livro de crônicas, e mesmo que fosse, teria que ter uma certa harmonia. Para um texto jornalístico, descrevendo os costumes e rotina de solteirões e solteironas de trinta anos para cima está ótimo, como livro Best-Seller de cabeceira... Não.

Não digo para você não ler o livro. Eu diria ao contrário, leia. Veja qual é a sua reação. Alguns trechos são bons, são legais, mais o resto é exaustivo. Veja se você também pensa assim, aproveita pra comentar e deixar sua  opinião.
Espero que não tenha desapontado vocês com essa resenha, porque eu sinceramente não curti o livro!

5 comentários:

  1. Olá!

    Já li outra resenha sobre o livro que dizia o mesmo. Que o seriado é muito melhor. Gostei muito da resenha e de todos os pontos que mencionou, mas o livro nunca me chamou a atenção.

    Abraço

    http://poesiasprosasealgomais.blogspot.com.br/

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  2. Eu acredito muito que na edição que eu li e não gostei, a tradução colaborou muito pra ser ruim... Li um pocket... Ainda quero ler em inglês pra tirar (ou reforçar) essa impressão. Mas acredito que o seriado seja imbatível.

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  3. Gostei MUITO da forma com que você escreve. Adorei a resenha! Foi realmente uma grande decepção descobrir que a série que eu acompanhei do começo ao fim, fazendo downloads loucamente e fazendo corujão na frente do computador para me deliciar, surgiu de um livro... Como esse.
    Definitivamente decepcionante.
    Você tem uma escrita linda. Continue com o Blog, não desista dele! Beijão. ^^

    Meu Outro Lado
    http://mon-autre.blogspot.com.br/

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  4. Olá, como eu disse na minha resenha no skoob a série foi inspirada no livro.

    Realmente quando você lê o livro e depois assiste a série sente ali um certo carinho, quando é ao contrário, não. A série é muito mais interessante que o livro, até pq explora os personagens de uma maneira bem difícil quando se é feito a partir do livro.


    O que aconteceu com a série/livro foi que acabaram atraindo dois públicos. Os que gostam ou não do livro.

    Geralmente acabo lendo o livro e me decepcionando com a série/filme, dessa vez foi totalmente o contrário.

    Eu adoro os livros da Candace, tem algo ali que me encanta. Ahhh porém os roteiristas da série...quer abraçá-los loucamente. =)

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  5. sou totalmente contra o que você disse. se você nao entendeu e ficou perdido, leia de novo. é perfeito. é um livro maravilhoso, e sobre sexo? a vida é resumida a sexo, e a maneira em que ela tratou isso no livro ficou muito bom. eu amei, os persoonagens, a carrie, o ambiente as situacoes e nao me senti perdida em momento nenhum. ;)

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